Intel: “Não estamos otimistas para o próximo ano”
O ano de 2026 tem sido marcado por aumentos sucessivos nos custos de memória RAM, o que tem resultado em dispositivos eletrónicos - como telemóveis, tablets, consolas de jogos e computadores mais caros. Se está à espera que este aumento dos preços seja revertido, é provável que não fique entusiasmado com aquilo que o CFO da Intel, David Zinsner, tem para dizer.
Durante a mais recente apresentação de resultados financeiros da Intel, Zinsner aproveitou para dizer que não espera que os custos de memória RAM baixem em 2027.
“Não se deixem enganar, não estamos otimistas para o próximo ano em termos de memória [RAM]”, afirmou o diretor financeiro da empresa de acordo com o The Times of India. “Veremos o que acontece em 2028 e se as coisas melhoram, mas a nossa expetativa para 2027 é de que não vai melhorar”.
O período difícil que está a ser atravessado pelas empresas dedicadas ao mercado da eletrónica de consumo também foi reconhecido pelo CEO da Intel, Lip-Bu Tan.
“A indústria continua a passar por uma das mais significativas escassezes de fornecimentos da sua história que resulta de uma procura sem precedentes por Super Inteligência”, adiantou o executivo, referindo-se a Inteligência Artificial.
Apesar do tom negativo, Tan apontou que o mercado dos computadores está num bom momento e que cabe então à empresa procurou contornar as limitações criadas pelos preços mais avultados dos componentes.
“Apesar disto, consideramos que o PC está a passar por um renascimento”, declarou o CEO da Intel.
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