Pureza diz que Montenegro uniu portugueses contra lei das rendas

Outubro 31, 2026 - 19:00
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Pureza diz que Montenegro uniu portugueses contra lei das rendas

O coordenador do Bloco de Esquerda ironizou hoje, no Porto, no arranque da marcha pela habitação, que o primeiro-ministro cumpriu a promessa de unir o país, porque os portugueses estão hoje unidos contra uma lei que agride a sociedade.

 

"Luís Montenegro, quando foi eleito para desempenhar o cargo que agora desempenha, prometeu que ia unir o país e na verdade eu acho que ele cumpriu plenamente essa promessa. O país está hoje unido contra esta lei, contra esta agressão à sociedade portuguesa", disse José Manuel Pureza, que falava aos jornalistas na Praça da Batalha, no Porto, no arranque da marcha pela habitação que decorre esta tarde com destino à Praça D. João I.

No dia em que decorrem, no país, manifestações pelo direito à habitação, para o dirigente bloquista o primeiro-ministro "só tem um caminho": "Já toda a gente percebeu que essa lei está a perder cada dia que passa na rua, Luís Montenegro só tem um caminho, que é o mesmo do pacote laboral".

Questionado sobre se marcava presença no Porto por ter sido o primeiro local onde se registou uma carga policial sobre os manifestantes das acampadas. José Manuel Pureza quis destacar que "as manifestações têm ocorrido sem violência" , frisando que "o que foi violento foi a resposta do Governo".

"Respondeu através da polícia a uma manifestação que era absolutamente pacífica., disse.

Congratulando-se por ver nas ruas "cada vez mais gente", José Manuel Pureza sublinhou que estes movimentos e ações que exigem habitação estão "em crescendo", "são sempre pacíficas, sempre grandes, sempre democráticas, sempre convictas".

"Eu estou aqui para me associar a todas as pessoas que saem à rua para lutar pelo direito à habitação eu não me engano qual é a luta principal é o direito à habitação", referiu.

o Porto, onde os protestos e acampadas tiveram início no dia 10, o arranque da marcha estava marcado para as 16:30, mas sofreu um atraso.

Vai percorrer as ruas da cidade até à Praça D. João I, onde, pelas 19:30, deverá ocorrer a já habitual assembleia popular para decidir se serão ou não montadas tendas para pernoitar na praça.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

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