Plano de Saúde está executado em 88%, diz Luís Montenegro
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, adiantou hoje que o Plano de Emergência e Transformação na Saúde, aprovado pelo Governo em 2024, está executado em 88% e acusou o PS de marcar "muitos golos na própria baliza".
Durante o debate sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano, respondendo à última ronda de perguntas dos deputados, o líder do Governo indicou que o Governo já executou 88% do Plano de Emergência e Transformação na Saúde.
Luís Montenegro referiu que, nesta área, "com os investimentos do PRR que não estavam garantidos, nem no estádio de maturação e avanço que era necessário", foram feitas "intervenções em 490 unidades de saúde, que foram umas construídas e outras requalificadas".
O primeiro-ministro assinalou igualmente a "aquisição de 1.600 equipamentos médicos, a introdução de mais 3.850 camas em cuidados continuados paliativos e saúde mental" e, ainda, "a aquisição de quatro helicópteros para evacuação médica e 21 ambulâncias".
No que toca à Segurança Social, Luís Montenegro indicou que foram "concluímos 662 projetos de várias infraestruturas, dos quais 459 já estão neste momento em funcionamento e os restantes 141 estão numa fase de transição".
Depois de o PS ter levantado a questão de equipamentos que estão prontos mas não em funcionamento, o chefe do executivo indicou que "as obras acabaram agora mesmo" e alguns espaços "estão ainda na fase de aperfeiçoarem com equipamentos a obra física que está pronta".
E atirou: "Os senhores deputados do PS estão, de facto, muito preocupados com os dias que vão passando, mas infelizmente esses dias não são nada quando comparados com os anos em que estes investimentos tiveram na gaveta e não foram executados".
"Não vou arriscar falar da veia goleadora do Governo, nem do primeiro-ministro, mas vou dizer que hoje os deputados do Partido Socialista marcaram muitos golos, muitos golos mesmo, foram foi na própria baliza. Porque fizeram uma ilustração, […] com as suas intervenções e com os papéis que trouxeram preparados, daquilo que nos deixaram por fazer e daquilo que nós estamos a realizar", afirmou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro voltou a recusar aplicar a medida de IVA zero para os bens alimentares essenciais, sustentando que se aplica a todos, mesmo "àqueles que têm mais dinheiro e mais possibilidade de consumo".
"Pensem um pouco mais quando atirarem ao Governo sobre sensibilidade social e vejam onde está a preocupação com quem precisa e onde não está", aconselhou.
Uma vez que se tratava da última ronda de questões, Montenegro aproveitou para desejar bom trabalho aos deputados: "Também gostei muito de vos rever, bons trabalhos de especialidade".
Durante a fase das perguntas, sucederam-se várias intervenções de deputados do PS, sobre diversos temas. Nuno Fazenda referiu que "há lares, creches e casas concluídas no PRR que estão prontas mas que estão de portas fechadas há meses", dando exemplos concretos, e defendeu que este "é um tema da inteira e exclusiva responsabilidade" do atual Governo.
Também o deputado Emanuel Câmara utilizou referências futebolísticas e considerou que aquilo "que os madeirenses viram dos governos [PSD/CDS] até agora foram zero golos marcados" e disse que, apesar de a sua bancada ir dar um "cartão amarelo" ao executivo, viabilizando o orçamento, pessoalmente dá um "cartão vermelho".
Noutras intervenções nesta ronda, o Chega questionou o Governo sobre o investimento na educação, defendeu aumentos permanentes das pensões e criticou o documento por não ter "qualquer solução em termos de coesão territorial" e não resolver "os problemas do interior" do país.
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