Japão quer revisão da lei de cibersegurança após onda de ataques
Sanae Takaichi fez o anúncio após um conselho de ministros no qual o executivo japonês apresentou um pacote de medidas de emergência, elaboradas enquanto cresce a preocupação pública com a cibersegurança, noticiou a agência de notícias Kyodo.
Entre as medidas anunciadas pelo gabinete de Takaichi está a utilização de inteligência artificial (IA) para identificar vulnerabilidades nos sistemas informáticos, além da criação de equipas compostas por especialistas altamente qualificados.
Este pacote tem como pilares o reforço das medidas básicas de segurança através da IA, a melhoria da recolha e análise de informação, a adoção de uma abordagem estratégica para responder aos ataques e o reforço de ações para auxiliar os afetados e prevenir danos maiores.
Já no final de outubro, o ministro da Economia, Ryosei Akazawa, informou que o Japão iria criar uma equipa especial de "hackers" que utilizaria a IA para proteger os sistemas contra novos acessos não autorizados.
A iniciativa ficará sob a responsabilidade da Agência de Promoção da Tecnologia da Informação, ligada ao Ministério da Economia.
Estas medidas surgem quando o Japão enfrenta uma onda de ciberataques de grande escala, que expuseram dados de milhões de pessoas e afetaram vários tipos de empresas e organismos públicos.
A lista de organizações japonesas afetadas cresce de dia para dia, abrangendo setores que vão desde os transportes, alimentação e comércio até aos serviços de prevenção de catástrofes naturais.
A lei sobre cibersegurança, aprovada em maio de 2025 e que entrou em vigor a 01 de outubro — no meio do aumento de fugas massivas de dados —, concede às autoridades o acesso remoto aos servidores e a monitorização das comunicações, com o objetivo de alinhar a sua legislação com os Estados Unidos ou a União Europeia (UE).
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