Documentário sobre Elon Musk recebe primeiro trailer (a não perder)
O documentário sobre Elon Musk dirigido por Alex Gibney - chamado simplesmente de “Musk” - recebeu o primeiro trailer. Com uma duração de dois minutos e 24 segundos, este trailer é capaz de lhe dar uma ideia mais clara deste documentário.
Como pode ver pelo trailer (acima), o documentário mostrará as várias facetas do magnata multimilionário. Além do trabalho na Tesla e na SpaceX, o documentário também mostrará a influência na administração Trump e ainda a vida pessoal - que passa, por exemplo, por chamar as mães dos seus filhos de “reprodutoras”.
“O Elon Musk é uma das figuras mais controversas em todo o mundo. Por isso, decidi fazer o meu próximo filme sobre ele”, conta Gibney neste trailer. “Mas tornou-se claro muito cedo que o Elon não participaria”.
Lembrar que Musk reagiu publicamente ao anúncio de que Gibney - responsável por “In Restless Dreams: The Music of Paul Simon”, “Wise Guy: David Chase and the Sopranos”, “Knife: The Attempted Murder of Salman Rushdie” e também “Taxi to the Dark Side” (que lhe valeu o Óscar de Melhor Documentário em 2008).
“É uma ‘hit piece’”, escreveu Musk, acusando Gibney de apenas o querer difamar. Curiosamente, o documentarista decidiu responder a Musk e perguntou simplesmente ao empresário: “Como saberias?”. Esta pergunta ficou, no entanto, sem qualquer resposta.
“Musk” tem estreia prevista nos cinemas para o outono.
Elon Musk avança com ameaça legal para travar documentário
Este documentário estreou em setembro no Festival Internacional de Cinema de Veneza e, aparentemente, parece que o dono da Tesla e da SpaceX não ficou nada satisfeito.
Como conta o site The Hollywood Reporter, o advogado de Musk, Alex Spiro, enviou à equipa responsável pelo documentário uma carta que serve como notificação judicial e que, naturalmente, serve como ameaça de uma futura ação legal.
Na carta dirigida a Gibney, Spiro nota que é falsa a insinuação feita pelo documentário de que Musk usou a rede de satélites Starlink para influenciar a eleição presidencial de 2024, que acabou por dar a vitória a Donald Trump.
“Está avisado, antes do lançamento [do documentário], que a insinuação é falsa, que o material a refutá-la é público e que escolheu não contar o resto”, escreve Spiro, notando que os responsáveis por garantir a integridade eleitoral de vários estados e investigadores de cibersegurança refutaram a hipótese de Musk ter influenciado o resultado das eleições por via da Starlink.
O advogado de Musk afirma ainda que o documentário “não começou como uma investigação e sim com uma conclusão”.
“Porque se recusou a exibir o filme, recusou-se a verificar os factos connosco e recusou as testemunhas que foram até si, temos todos os motivos para acreditar que [o documentário] contenha mais alegações sobre o senhor Musk que você sabe que são falsas ou cuja falsidade escolheu não investigar de forma deliberada”, pode ler-se na carta de Spiro. O advogado nota ainda que a equipa de Musk tentou estabelecer um contato em diversas ocasiões durante o processo de gravação do documentário, acusando Alex Gibney de ser ter “recusado a dialogar”.
“Assim sendo, não temos escolha senão notificá-lo formalmente sobre a sua próxima ‘obra’”, nota Spiro. “As nossas portas estão abertas se decidir verificar os factos com as pessoas que os conhecem. Se não o fizer, vamos proceder de acordo”.
Lembrar que “Musk” tem estreia marcadas nos cinemas para o dia 16 de outubro, pelo que teremos certamente mais desenvolvimentos sobre este assunto por volta dessa altura.
Musk tem passado os últimos dias na rede social X a criticar o documentário sobre si e o próprio Alex Gibney nas redes sociais, notando que as pessoas que convidou “têm contas a ajustar” ou não o conhecem de todo. “[O Alex Gibney] tem zero integridade. É um humano horrível”, escreve Musk numa publicação partilhada na quarta-feira, dia 9.
No mesmo dia, Musk afirmou que “até merda de cão merece mais respeito” do que Gibney, apelidando-o em outra publicação de “cobarde” e que o seu “erro fatal foi fabricar um filme falso”.
Por outro lado, Alex Gibney fez uma publicação na rede social X onde, a partir da ameaça legal, questiona declarações passadas de Musk de que é um defensor da liberdade de expressão.
“O Musk diz que é um ‘absolutista da liberdade de expressão’. Na verdade, parece que ele está mais interessado em expressão taxada”, notou Gibney, apontando para as funcionalidades do X que se tornaram acessíveis apenas para quem está disposto a pagar por elas.
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