Sam Altman diz que mundo deve aceitar 'algumas coisas más' da IA

Outubro 6, 2026 - 09:00
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Sam Altman diz que mundo deve aceitar 'algumas coisas más' da IA

O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, marcou presença no podcast “Decoded” do site Politico e, durante a entrevista, admitiu que a Inteligência Artificial poderá resultar em “algumas coisas más”. No entanto, Altman também acredita que, enquanto sociedade, devemos aceitá-las.

 

“Acreditamos que o mundo deve aceitar que aconteçam algumas coisas más em prol dos benefícios que esta tecnologia proporciona e da autonomia que oferece às pessoas”, afirmou Altman. 

A resposta do líder da OpenAI surgiu após uma pergunta sobre a defesa de uma regulação mais forte em torno do desenvolvimento de Inteligência Artificial, mais especificamente sobre a recente aproximação entre a empresa do ChatGPT e a maior rival, a Anthropic, liderada por Dario Amodei.

OpenAI e Anthropic investigadas por possíveis riscos para consumidores

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A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos iniciou uma investigação sobre a OpenAI, Anthropic e outras empresas de inteligência artificial (IA) devido aos perigos que as suas tecnologias podem representar para os consumidores. Lusa | 07:35 - 01/10/2026

É preciso sublinhar, contudo, que o facto de a OpenAI ter passado a defender a regulação da Inteligência Artificial não significa que a empresa defenda limitar o que é possível fazer com a tecnologia.

Na entrevista, Altman nota que o que deve ser regulado são “riscos realmente catastróficos”, uma vez que acredita que as pessoas que usam ferramentas de Inteligência Artificial podem fazer “muito mais coisas boas do que coisas más”.

“Se restringirmos demasiado esta tecnologia em nome da segurança e acabarmos com um pequeno número de empresas ou pessoas - ou talvez um país - que tenham demasiado poder sobre isto, isso também pode correr terrivelmente mal”, notou Altman.

OpenAI despede funcionários por partilha de dados confidenciais

A OpenAI terá decidido afastar três investigadores da sua equipa dedicada a segurança por, alegadamente, terem partilhado informações confidenciais com organizações externas que lidavam com segurança na área da Inteligência Artificial, conta o The Wall Street Journal.

A OpenAI não revelou detalhes sobre o caso, nem foram partilhadas informações sobre as organizações em questão, os funcionários envolvidos (e agora afastados) ou o tipo de informação que foi partilhada.

OpenAI admite falhas na resposta a ataque a sistema de saúde australiano

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O diretor de estratégia da OpenAI, Jason Kwon, admitiu que a resposta da empresa ao acesso não autorizado de um agente de IA a um portal de saúde pública australiano foi insuficiente. Lusa | 08:03 - 06/10/2026

“Despedimos três indivíduos por violar as nossas políticas de acesso e tratamento de informação confidencial da empresa”, pode ler-se no comunicado partilhado com a publicação. “A nossa investigação confirmou que estes indivíduos lidam de forma indevida com informações confidenciais fora dos procedimentos criados pela empresa, violando as nossas políticas e quebrando a confiança essencial para o nosso trabalho".

Especula-se agora que os três investigadores despedidos possam ter partilhado informações com organizações externas por terem dúvidas sobre a forma como a OpenAI tem vindo a desenvolver os seus modelos de Inteligência Artificial.

Como recorda o site TechCrunch, esta não é a primeira vez que a OpenAI despede funcionários por partilharem informações confidenciais. Em 2024, por exemplo, foram despedidos dois investigadores por, alegadamente, serem responsáveis por fugas de informação.

Leia Também: OpenAI adiou nova geração do ChatGPT por motivos de segurança

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