PS/Gaia acusa Governo de deixar Hospital Eduardo Santos Silva "esquecido"

Outubro 11, 2026 - 16:00
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PS/Gaia acusa Governo de deixar Hospital Eduardo Santos Silva "esquecido"

O PS de Gaia acusou hoje o Governo de ter deixado o Hospital Eduardo Santos Silva "esquecido" do Orçamento do Estado (OE) para 2027 ao não prever "um único euro de investimento para os novos edifícios".

 

Em comunicado hoje divulgado, os socialistas recordaram que, na inauguração do heliporto do Hospital de Gaia, em junho, o presidente do conselho de administração da ULS Gaia/Espinho pediu ao primeiro-ministro que incluísse no OE uma verba de 10% dos 280 milhões de euros necessários para a construção de três novos edifícios.

"O Governo respondeu com zero", acusa o PS de Gaia, que lamentou os "dois anos consecutivos sem um euro de investimento estruturante inscrito para um dos maiores hospitais do país".

Para o PS, que elencou os investimentos feitos neste equipamento quando o partido estava no Governo, "a ausência de investimento é também mais uma machadada na aspiração de elevação do Hospital de Gaia a hospital universitário".

"Os profissionais que seguram este hospital e os utentes de Gaia e de Espinho merecem mais e merecem melhores serviços", consideram.

Os socialistas de Gaia, que exigem que o Governo corrija o OE neste campo, acusaram ainda o presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, de "falta de influência e intervenção política neste processo".

A 08 de junho, quando o presidente (ULS) de Vila Nova de Gaia/Espinho pediu ao Governo a inscrição de 10% dos 280 milhões de euros necessários para a construção de três novos edifícios, Luís Matos considerou tratar-se do "passo estruturante" que o projeto precisa para avançar com segurança.

Em causa, explicou à data o responsável, está um plano de renovação integrado que visa aproveitar as infraestruturas existentes e construir o necessário para "dar corpo a um hospital moderno, funcional e digno".

O presidente da ULS Gaia/Espinho ressalvou que o propósito é construir três novos edifícios, nomeadamente o centro da mulher e da criança, que concentrará os serviços de obstetrícia, ginecologia, neonatologia e pediatria, o ambulatório oftalmológico, que vai integrar toda a atividade oftalmológica, e o edifício de internamento das especialidades médicas e o instituto do coração.

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