PCP alerta sobre políticas de isolamento no distrito de Portalegre
O PCP alertou hoje que "prosseguem as políticas de isolamento" social e económico no distrito de Portalegre, acusando PS, PSD/CDS-PP, Chega e IL pelo aumento das assimetrias ao longo dos anos.
"O distrito de Portalegre continua a enfrentar um isolamento socioeconómico, que é histórico e decorrente das políticas centralistas dos diferentes governos da direita, liderados por PS ou por PSD/CDS, agora com o apoio do Chega e da IL, que tem levado ao aumento das suas assimetrias", acusam.
Em comunicado, a Direção Organização Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP, adianta que esta é uma das conclusões de uma reunião da estrutura, onde foi analisada a situação social e política no Alto Alentejo.
Para os comunistas, as "consequências do desinvestimento público agravam-se", num contexto de "acelerado empobrecimento e perda de poder de compra" da população.
"O PCP e as organizações sociais do distrito têm sido as únicas forças a remar contra a maré, a proporem soluções e a estimularem e organizarem a luta das populações", lê-se no documento.
"Uma mudança é possível, é urgente e indispensável para contrariar o processo de isolamento das populações do Alto Alentejo", alertam, destacando as áreas da saúde, educação, infraestruturas de comunicação e mobilidade e o acesso a serviços, como correios ou rede de multibanco.
O PCP considera que "continua ausente" uma estratégia para a mobilidade da população no distrito de Portalegre, alertando que "faltam investimentos concretos" na rodovia e na ferrovia.
Numa vasta lista de propostas para a modernização da ferrovia é apontada, entre outras medidas, a "eletrificação integral" da Linha do Leste.
Os comunistas defendem também um "estudo e execução" de uma variante ferroviária que "aproxime a via do perímetro urbano" de Portalegre, "eliminando o atual constrangimento de isolamento" da estação que se situa a 12 quilómetros do centro da cidade.
"É ainda urgente", segundo os comunistas, a expansão e requalificação" rodoviária, "ligando de forma cabal" os polos industriais do distrito à malha de autoestradas, com a conclusão total do Itinerário Complementar 13 (IC13).
Entre outras reivindicações, a DORPOR defende igualmente "mais e melhores serviços públicos", exigindo "as obras há muito prometidas e adiadas", para a construção da Escola de Formação da GNR em Portalegre.
A DORPOR quer também melhores cuidados de saúde a partir do hospital de Portalegre, rejeitando todos os projetos que visam o "encerramento ou a fusão" de serviços.
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