PCP acusa EUA de ingerência nas eleições do Brasil
Na primeira volta das eleições presidenciais brasileiras, realizadas no domingo, o candidato Flávio Bolsonaro obteve 47,14% dos votos e o atual chefe de Estado, Lula da Silva, ficou com 45,03%. Flávio Bolsonaro e Lula da Silva vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil no próximo dia 25.
Nesta segunda volta das presidenciais no Brasil, para o PCP, está em jogo a defesa da democracia e da soberania" do país, "do prosseguimento e aprofundamento de um caminho em prol de liberdade, de direitos, de desenvolvimento, que Lula da Silva e as forças democráticas e progressistas brasileiras protagonizam".
Do outro lado, segundo os comunistas portugueses, está a "imposição de um projeto reacionário, golpista, fascizante, subserviente ao imperialismo norte-americano e apoiado por este, que é protagonizado por Flávio Bolsonaro e os interesses profundamente antidemocráticos e antipatrióticos que este representa".
"O PCP denuncia e condena as abertas e inaceitáveis pressões e ingerência da administração Trump dos Estados Unidos, que procura criar as condições para submeter o Brasil aos seus interesses, dominar os seus imensos recursos, colocá-lo ao serviço dos seus intentos de dominação neocolonial da América Latina e das Caraíbas, que ameaçam e agridem a paz, a soberania e os direitos dos povos desta região", sustenta o PCP.
Neste comunicado, o PCP manifesta ainda confiança que a candidatura de Lula da Silva "e as forças democráticas e progressistas brasileiras" vão empenhar-se e convergir "com vista à vitória na segunda volta das eleições presidenciais que terão lugar no dia 25 de outubro".
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