Passos Coelho "estará sempre disposto a ajudar", diz Aguiar-Branco
O presidente da Assembleia da República considerou, esta terça-feira, que o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho "deseja sempre o melhor do país" e que "estará sempre disposto a ajudar". José Pedro Aguiar-Branco distanciou-se de Eduardo ferro Rodrigues, que lhe teceu duras críticas hoje, e disse que ambos - que ocuparam ou ocupam o cargo de PAR - têm uma forma diferente de ver a democracia. "E ainda bem".
Questionado em Aveiro sobre se a últimas declarações de Pedro Passos Coelho podem significar uma tentativa de regresso à liderança do Partido Social Democrata, Aguiar-Branco afirmou: "São sempre importantes - e é sempre de ouvir com muita atenção as declarações de um antigo primeiro-ministro. E, portanto, também do dr. Pedro Passos Coelho".
"Conheço bem também o dr. Pedro Passos Coelho porque até fui ministro num governo em que ele foi primeiro-ministro. A única coisa a esse propósito que posso dizer é que tenho a certeza absoluta de que ele estará sempre disposto a ajudar quer o primeiro-ministro, quer o Governo, a fazerem o melhor desemprenho possível. Inclusivamente, o melhor desempenho do Governo há de ser sempre aquilo que é bom para o país. Acredito que Pedro Passos Coelho deseja sempre o melhor do país", acrescentou.
Confrontado sobre se as declarações feitas no domingo são uma crítica à liderança de Luís Montenegro, Aguiar-Branco foi assertivo: "Relativamente a matérias que têm a ver já com uma avaliação político-partidária, já não as devo fazer".
"Sei que aquilo que o move é ajudar sempre o país. Neste caso, ajudar o país é ajudar o Governo e o primeiro-ministro", concluiu.
Já quanto às críticas que Eduardo Ferro Rodrigues deixou em entrevista ao Público, esta terça-feira, tendo acusado Aguiar-Branco de ser um "dos responsáveis por se ter entrado numa normalização da extrema-direita", o parlamentar deixou claro: "Também tenho por bom hábito, penso eu, não fazer comentários ou avaliações relativamente àqueles que foram os meu predecessores neste cargo. A única coisa que tenho a dizer é que é óbvio que temos formas diferentes de ver quer o exercício de presidente da Assembleia da República, quer aquilo que tem a ver com a democracia. E eu diria que ainda bem".
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