OE2027: "Tempo não é de aventuras. É de estabilidade e previsibilidade"
O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, afirmou hoje, no Palácio de São Bento, em Lisboa, que o Orçamento do Estado para 2027 apresentará "grande números", porém deixou um apelo aos partidos, pedindo-lhes que se recordem que não estamos "em tempo de aventuras".
"O mundo de hoje é um mundo que vive em sobressalto, temos conflitos que têm feito escalar os preços, que afetam dia a dia das famílias e empresas. Não é por isso um tempo de aventuras. É tempo de estabilidade e previsibilidade", disse, afirmando que isto representa um "apelo à responsabilidade dos partidos".
O PSD esteve reunido com o ministro das Finanças e o ministro dos Assuntos Parlamentares, no âmbito da apresentação do Orçamento do Estado para o próximo ano.
No final do encontro, o secretário-Geral do PSD disse que o encontro representa "o início da conversa com o governo num altura em que se ultima o OE, antes do processo de discussão e votação".
Este anteviu que serão apresentados “grandes números” pelo Governo que, aliás, defendeu “já são conhecidos”. Quanto a medidas que possam a vir a ser apresentados, preferiu deixar uma mensagem de "estabilidade".
Depois do PSD, o Governo reúne, ainda hoje, com o CDS, o Livre, o PCP e o Bloco de Esquerda.
Que se espera?
O Governo e os partidos estão a discutir a proposta do Orçamento do Estado para 2027, tendo sido já revelados alguns números que mostram o que o Executivo antecipa para o próximo ano.
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, revelou que o Governo prevê para 2027 um excedente orçamental de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e um crescimento económico de "2% para o próximo ano, na senda daquilo que tem acontecido nos últimos anos".
Mais tarde, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, afirmou que o Governo estima para 2027 uma inflação média "praticamente idêntica" à de 2026 e que será considerada no próximo Orçamento uma dotação para projetos do PRR por concluir.
Brilhante Dias, porém, não adiantou qualquer valor previsto pelo Governo, referindo apenas que nos últimos meses a inflação tem andado entre 3% e 3,4% em termos homólogos.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima um crescimento do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) este ano para 3,2%, num contexto de subida de preços dos combustíveis impulsionado pela guerra no Médio Oriente.
[Notícia atualizada às 11h17]
Qual é a sua reação?
Gosto
0
Não gosto
0
Amor
0
Engraçado
0
Zangado
0
Triste
0
Wow
0
