Noruega vai avançar com proibição (temporária) de óculos inteligentes
O governo da Noruega planeia avançar com uma proibição temporária em alguns locais de óculos inteligentes, os quais têm sido alvo de fortes críticas e receios relacionados com a privacidade.
De acordo com a Associated Press, o governo noruguês referiu que planeia apresentar uma proposta no parlamento “o mais brevemente possível” como forma de ter mais tempo para decidir sobre as regulações que deverão ser aplicadas em definitivo.
Por enquanto, as autoridades da Noruega calculam que os óculos inteligentes possam vir a ser proibidos em locais onde a “privacidade é particularmente importante”, tal como acontece em unidades de cuidados de saúde, ginásios, vestiários, balneários e outros locais com maior concentração de crianças como escolas, infantários ou parques infantis.
No entanto, não está ainda descartada a possibilidade destes gadgets virem a ser banidos de concertos, eventos desportivos, parques, praias, museus ou centros comerciais. Por outro lado, o governo está consciente que podem vir a ser criadas exceções para grupos a quem os óculos inteligentes apresentam “usos sociais benéficos”.
“Não queremos uma sociedade onde as pessoas estejam preocupadas com gravações de áudio, fotografias e gravações captados em segredo em locais e situações onde estão habituadas a não serem monitorizadas", explicou o ministro noruguês para a Digitalização, Torgeir Miceaelsen. “Uma sociedade assim pode ser entendida como insegura e levar ao isolamento”.
É preciso lembrar que a Meta - a empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp - é a que tem os óculos inteligentes mais populares da atualidade. Os óculos, desenvolvidos em colaboração com a Ray-Ban, tiveram recentemente direito a uma versão sem câmaras como resultado do debate que tem sido feito sobre estes gadgets.
O anúncio desta decisão já fez uma conhecida loja de óculos nos Países Baixos, a Hans Anders, já decidiu suspender as vendas dos óculos inteligentes da Meta.
“Esta decisão foi tomada na sequência do debate público e político em curso sobre óculos inteligentes e as questões levantadas sobre as condições em que esta tecnologia pode ser usada”, pode ler-se no comunicado da Hans Anders, notando que esperará resultados deste debate para tomar uma decisão final.
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