Nem os executivos escaparam aos despedimentos da Netflix
A Netflix anunciou esta semana o despedimento de 6% da sua força laboral, o que equivale a cerca de mil postos de trabalho. É a maior ronda de despedimentos da Netflix e, ao que parece, nem os executivos foram poupados.
Conta a revista Variety que a Chief Content Officer da empresa, Bela Bajaria, está entre os funcionários da Netflix que foram removidos dos seus postos. Bajaria estava há dez anos na empresa e era responsável pelos conteúdos que eram aprovados para chegar ao serviço de streaming.
O lugar de Bajaria será ocupado por Peter Rice, que passou anteriormente pela Disney e pela Fox e estará agora a liderar o departamento responsável pelo conteúdo global da empresa - incluindo séries, reality shows, competições, filmes, eventos transmitidos ao vivo, entre outras coisas.
“Queria agradecer à Bela [Bajaria] por esta década de dedicação, inovação, criatividade e liderança”, pode ler-se no comunicado da autoria de um dos CEOs da Netflix, Ted Sarandos. “Liderou enormes mudanças na Netflix. Ajudou a alargar a nossa oferta de conteúdo e para incluir a expansão a larga escala de programação sem guião, os lançamentos de eventos ao vivo e de desporto, além de criar e gerir uma diversidade de séries e filmes globais. Estou incrivelmente agradecido por tudo o que fez para ajudar a Netflix a entreter o mundo”.
Serve recordar que a mais recente vaga de despedimentos da Netflix afetou principalmente os departamentos de produto, tecnologia, assuntos jurídicos e recursos humanos, num contexto de abrandamento do crescimento e de preocupação com a evolução da interação dos utilizadores com a plataforma, informaram hoje o The Wall Street Journal (WSJ) e a CNBC.
Num memorando enviado aos trabalhadores esta manhã, os administradores, Ted Sarandos e Greg Peters, justificaram a decisão pela necessidade de priorizar recursos.
"A nossa missão, entreter o mundo, é ambiciosa, e cumpri-la exige que sejamos disciplinados quanto às áreas em que priorizamos o nosso pessoal e os nossos recursos", assinalaram os dirigentes, segundo os meios de comunicação citados.
Apesar das demissões, a direção da Netflix garantiu que o negócio "continua forte" e a caminho de cumprir as suas previsões financeiras para o ano como um todo, além de antecipar que continuarão a "investir agressivamente em áreas de alto impacto".
Embora a Netflix mantenha uma das taxas de cancelamento de assinaturas mais baixas do setor (ligeiramente superior a 2% nos Estados Unidos), as suas ações registaram uma queda acumulada de mais de 40% nos últimos doze meses.
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