Meo cria rede móvel tática 4G/5G para Exército em cenários de emergência
A Meo anunciou hoje que desenvolveu e forneceu ao Exército português uma solução móvel de comunicações táticas 4G/5G, o qual permite criar uma rede rede móvel privada e autónoma que assegura as comunicações em cenários de emergência.
De acordo com a operadora liderada por Ana Figueiredo, esta solução permite "criar no terreno uma rede móvel privada, autónoma e rapidamente mobilizável".
A tecnologia "foi concebida para assegurar a continuidade das comunicações críticas em cenários de emergência, catástrofe, falha de energia ou indisponibilidade das redes convencionais", salienta a Meo, em comunicado.
A solução, designada por 'bolha tática', disponibiliza serviços de voz, vídeo, dados e geolocalização em tempo real, assentes numa combinação entre conectividade móvel 4G e 5G com comunicações satélites Eutelsat OneWeb, criando uma infraestrutura de comunicações independente das redes móveis convencionais, segundo a Meo.
"Esta primeira rede móvel tática integra módulos transportáveis e mochila podendo ser rapidamente instalada e utilizada em diferentes contextos operacionais. Em campo aberto, permite assegurar uma cobertura de mais de 10 quilómetros, enquanto a ligação por satélite garante a conectividade com outras estruturas e centros de comando", detalha.
Desenvolvida para responder às necessidades operacionais do Exército, a tecnologia tem potencial de utilização em operações de proteção civil e resposta a emergências, nomeadamente em situações em que as infraestruturas de telecomunicações estejam danificadas ou indisponíveis, permitindo apoiar estruturas de comando, equipas de socorro e autoridades responsáveis pela gestão de crises em cenários de elevada exigência, de acordo com a Meo.
"A bolha tática demonstra como uma rede móvel pode ser criada e mobilizada rapidamente onde as estruturas convencionais deixaram de estar disponíveis e as comunicações são críticas", afirma o administrador da Meo com o pelouro da tecnologia (CTO), José Pedro Nascimento, citado em comunicado.
"Ao combinar 4G, 5G e conectividade por satélite com a nossa capacidade de engenharia e integração, conseguimos criar uma solução que permite manter equipas e centros de operações ligados mesmo em cenários de elevada exigência. É um exemplo concreto de como a tecnologia pode contribuir para aumentar a resiliência das comunicações e a segurança em Portugal", remata.
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