AR lamenta mortes de pioneiro da bioética e embaixadora na Bulgária
A morte da embaixadora portuguesa em Sófia, na Bulgária, aos 66 anos na capital búlgara, foi anunciada a 22 de setembro pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
No voto de pesar, o CDS-PP salienta que Ana Maria Ribeiro da Silva, diplomata de carreira desde 1987, "dedicou quase quatro décadas ao serviço do Estado português, desempenhando com elevado sentido de missão e de responsabilidade diversas funções ao longo da sua carreira diplomática".
Desde 2020, representava Portugal na Bulgária, "onde conquistou a estima e o respeito da comunidade diplomática e dos portugueses residentes naquele país", acrescenta o texto do voto hoje aprovado.
A diplomata desempenhava, desde 2020, as funções de embaixadora de Portugal na Bulgária, uma cidade onde "logrou grande estima e respeito junto da comunidade diplomática e dos portugueses ali residentes".
O CDS-PP apresentou um outro voto de pesar, também aprovado hoje, pelo falecimento do farmacologista e pioneiro da bioética Walter Friedrich Alfred Osswald, a 22 de setembro, aos 98 anos.
Nascido no Porto, em 20 de setembro de 1928, Walter Osswald licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em 1951, onde viria também a doutorar-se e a desenvolver grande parte da sua carreira académica.
"É sobretudo pelo seu papel pioneiro na introdução, desenvolvimento e consolidação da Bioética em Portugal que o seu nome ficará associado à história contemporânea da medicina e do pensamento científico no nosso país", destacam os democratas-cristãos.
Foi fundador e primeiro diretor do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, tendo anteriormente fundado e dirigido o respetivo Gabinete de Investigação em Bioética.
O seu percurso foi reconhecido através de numerosas distinções: entre elas contam-se a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada, a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, a Medalha de Ouro de Serviços Distintos do Ministério da Saúde, o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra, a Comenda, com placa, da Ordem de São Gregório Magno, da Santa Sé, e, em 2022, a Medalha de Mérito Científico, atribuída pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
"A sua morte representa, por isso, uma perda profunda para a medicina portuguesa, para a Academia, para a ciência, para a reflexão bioética e para a sociedade portuguesa", destaca o texto hoje aprovado.
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