Apple anuncia câmara de vigilância com IA e sem gravação de vídeo
As últimas semanas têm servido para termos mais rumores e informações sobre o “HomePad”, nome pelo qual é conhecido o novo produto da Apple que servirá como centro de controlo para dispositivos caseiros.
A aposta neste produto indica que a Apple deverá começar a apostar muito mais no lançamento de dispositivos conectados no futuro, com o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a afirmar agora que a empresa pretende lançar pouco depois uma câmara de vigilância.
Contudo, a parte mais interessante é que, aparentemente, esta câmara não será capaz de gravar vídeo. Ao que parece, a Apple não quer lidar com a questão de um dispositivo que esteja constantemente a gravar vídeos e a recolher dados dos utilizadores. Alegadamente, a câmara terá um formato cilíndrico e recorrerá a Inteligência Artificial para detetar movimentos e será capaz de fazer reconhecimento facial.
Por exemplo, se tiver uma destas câmaras posicionada na sua sala, o dispositivo será capaz de o notificar por via de uma mensagem de texto se alguém entrou na divisão e apontar se conhece esta pessoa ou não.
Diz Gurman que esta câmara usará tecnologia muito semelhante à que será integrada nos AirPods que estarão equipados com sensores. Alegadamente, a Apple pretende entrar num mercado já bem ocupado por outras marcas com um posicionamento na privacidade e através do qual se pretende destacar face aos concorrentes.
Lembrar que esta crescente preocupação com privacidade foi o que levou a Meta a lançar recentemente uma versão dos seus óculos inteligentes sem quaisquer câmaras. Esta é uma questão a que a Apple parece estar bem atenta e que já terá levado a tecnológica de Cupertino a adiar o lançamento dos seus próprios óculos inteligentes.
Novo CEO da Apple quer despedir e lançar mais produtos
Foi no começo de setembro que John Ternus sucedeu a Tim Cook no cargo de CEO da Apple e, aparentemente, já tem planos para fazer grandes mudanças na estratégia da empresa.
Conta a Bloomberg que Ternus pretende fazer uma revisão completa à forma como a Apple opera e tem planos para despedir trabalhadores em posições intermédias. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de novos produtos e fazer chegar ao mercado não só modelos de dispositivos já existentes, como também novas categorias.
De acordo com a publicação, Ternus pretende “criar uma organização mais ágil e com maior foco na engenharia”, com os despedimentos a terem como meta “reduzir as camadas entre os engenheiros e os executivos séniores”.
As informações disponíveis indicam que este processamento de despedimentos já está em andamento. A publicação nota que, ao longo das últimas duas semanas, vários trabalhadores de posições intermédias já foram despedidos na divisão de engenharia. “Esses trabalhadores tiveram algumas semanas para encontrarem outras posições dentro da Apple. Aqueles que não conseguirem assegurar novos cargos serão despedidos este ano”, pode ler-se na Bloomberg.
A decisão de Ternus não parece ter sido tomada só quando chegou ao cargo de liderança, com a publicação a indicar que, enquanto vice-presidente sénior da divisão de Engenharia de Hardware, já defendeu que a empresa devia controlar o número de pessoas que contrata.
“Enquanto liderava a divisão de Engenharia de Hardware, [Ternus] contou aos trabalhadores durante uma reunião que a Apple devia contratar menos pessoas, pedir mais dos seus engenheiros atuais e reduzir o excesso organizacional”, conta a Bloomberg. “Durante a apresentação, mostrou um ‘slide’ que mostrava o crescimento anual de trabalhadores e argumentou que a empresa devia conseguir fazer mais com menos funcionários”.
Numa fonte da Bloomberg contou mesmo que o ambiente na Apple está agora mais caótico, notando que os responsáveis por equipas dedicadas ao desenvolvimento de produtos estão a ser pressionados para criarem mais produtos em períodos mais curtos.
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