Apple adia lançamento da Siri AI na Europa, segundo a Bloomberg
A Apple lançou recentemente a versão iOS 27 do seu sistema operativo, uma atualização responsável por disponibilizar a tão esperada nova geração da assistente digital Siri equipada com Inteligência Artificial - chamada Siri AI.
Apesar de o iOS 27 ter sido lançado em setembro em todo o mundo, a Siri AI continua a não estar disponível em todos os territórios onde a Apple está presente. Entre eles temos a China e também a União Europeia, com a Apple a tentar articular com as entidades reguladoras destes mercados uma forma de disponibilizar esta nova versão da assistente digital.
Enquanto os clientes da Apple esperam novidades, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, não tem boas notícias para partilhar e adianta que a Apple não tem planos para disponibilizar a Siri AI na União Europeia “em breve”.
De acordo com Gurman, o plano da Apple é atrasar a chegada da Siri AI aos territórios da União Europeia como forma de pressionar os reguladores. A ideia da Apple é continuar a lançar produtos sem uma das funcionalidades que mais tem sido alvo de atenção,com a empresa a esperar que os clientes reclamem e pressionem os reguladores a deixarem colocar obstáculos.
Tendo em conta esta estratégia, não se sabe quando é que a Apple deverá lançar a Siri AI na União Europeia. Gurman acredita que a Apple deverá seguir o mesmo calendário de lançamento da Apple Intelligence, que foi lançada nos EUA em outubro de 2024 e só chegou aos países europeus em março de 2025.
O jornalista da Bloomberg acredita que este será “o melhor cenário possível”, mas nota que na pior das hipóteses a Siri AI pode demorar “consideravelmente mais” a chegar aos países europeus.
Apple gasta até 9 milhões por ano na União Europeia
Uma reportagem publicada pelo Financial Times revela que, desde junho de 2024, a Apple reuniu-se 257 vezes com legisladores da União Europeia. A reportagem revela ainda os montantes investidos pela Apple em lobbying.
As informações usadas pela publicação são retiradas das bases de dados do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia no âmbito de iniciativas de transparência. De acordo com estes dados, a Apple gasta 9 milhões de euros por ano a fazer lobbying na União Europeia, com a Meta a gastar um valor que ultrapassa os 10 milhões de euros.
Para ter um termo de comparação, estes valores são superiores ao que empresas como a Total, a Volkswagen e a Airbus gastam (combinado) em atividades de lobbying.
“As empresas americanas têm usado a sua influência em Bruxelas para se oporem às regras digitais do bloco, sobre as quais o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou repetidamente impor tarifas em resposta à procura da Europa pela ‘soberania tecnológica’ para reduzir a sua dependência de tecnologia norte-americana”, pode ler-se na reportagem do Financial Times.
Em reação a esta reportagem, a Apple afirmou apenas que “interage com os decisores políticos sobre tópicos importantes para os seus clientes e para os seus negócios”.
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