Whoop não perde tempo e contra-ataca após polémica no Open da Austrália
A polémica em torno das pulseiras da Whoop no Open da Austrália levou a empresa norte-americana a contra-atacar e a preparar um pacote especial para ajudar os tenistas que foram impedidos de utilizar as respetivas pulseiras nos jogos.
Através das redes sociais, Will Ahmed, fundador e CEO da Whoop, mostrou o momento em que se preparavam encomendas para serem enviadas a atletas como Aryna Sabalenka, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. E o que traz lá dentro? Roupa interior especial capaz de fazer as mesmas medições que a pulseira proibida.
"Estamos aqui no centro de operações da Whoop em pleno grande escândalo com o Open da Austrália. O Open da Austrália disse que os melhores jogadores do mundo não podem usar a sua pulseira Whoop nos jogos. Isso é em contradição direta ao trabalho que fizemos com a ITF [Federação Internacional de Ténis], que diz que a Whoop pode ser usada em jogos e que é seguro fazê-lo", começou por explicar Ahmed, ao mesmo tempo que mostrava todo o processo de envio das encomendas.
"Então, o que estamos a fazer hoje? Estamos a enviar o nosso equipamento de corpo da Whoop. Sabiam que podem usar a Whoop não apenas no braço, mas também por baixo da roupa? Então, vamos enviar boxers, calças e camisolas para os melhores jogadores do mundo no Open da Austrália. Estamos aqui para proteger os interesses dos jogadores e o seu direito de compreender o seu desempenho", rematou o fundador e CEO da Whoop.
UPDATE: We are overnighting our Whoop Body collection to all the tennis players at the Australian Open. The sensor can be worn discreetly and effectively in our new undergarments. It’s going to take a strip search to keep @whoop off the court!!! pic.twitter.com/PZb6bzly1X — Will Ahmed (@willahmed) January 28, 2026
Afinal, o que se passou no Open da Austrália?
A polémica instalou-se na madrugada do último domingo, aquando do duelo entre Carlos Alcaraz e Tommy Paul. Ainda antes do arranque da partida, a árbitra croata Marija Cicak obrigou o tenista espanhol a retirar algo que estava 'escondido' debaixo de uma fita elástica que este apresentava no pulso direito.
Carlos Alcaraz acedeu, de imediato, ao pedido, retirando a pulseira Whoop, mas depressa o momento deu que falar.
"São as regras da ATP e da ITF... Não se pode jogar com ela. São coisas que nos ajudam a cuidar-nos, a controlar melhor o descanso, os treinos, a carga... Mas, bom, não joguei com ela e não se passa nada. Tira-se e segue jogo", afirmou o tenista espanhol, após a partida de domingo, citado pelo AS.
Alcaraz não foi, no entanto, o único a ser obrigado a retirar a pulseira, uma vez que também Aryna Sabalenka foi avisada pelo árbitro, tal como Jannik Sinner.
Para que serve a Whoop?
A Whoop é uma pulseira, sem visor, que permite recolher dados relativos ao desempenho físico de quem a utilize, permitindo perceber, por exemplo, a eficácia de um treino ou a qualidade do sono. Também a frequência cardíaca e o oxigénio no sangue são outros dois parâmetros que a Whoop consegue ler.
São vários os atletas de alta competição que recorrem a esta pulseira, sendo Cristiano Ronaldo um dos grandes embaixadores da marca. No entanto, a Whoop não é exclusiva a atletas. Qualquer pessoa pode utilizar a pulseira mediante uma subscrição que varia entre os 199 e os 399 euros por ano, com base nas funcionalidades pretendidas.
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