Whoop não perde tempo e contra-ataca após polémica no Open da Austrália

Janeiro 28, 2026 - 12:00
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Whoop não perde tempo e contra-ataca após polémica no Open da Austrália

A polémica em torno das pulseiras da Whoop no Open da Austrália levou a empresa norte-americana a contra-atacar e a preparar um pacote especial para ajudar os tenistas que foram impedidos de utilizar as respetivas pulseiras nos jogos. 

 

Através das redes sociais, Will Ahmed, fundador e CEO da Whoop, mostrou o momento em que se preparavam encomendas para serem enviadas a atletas como Aryna Sabalenka, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. E o que traz lá dentro? Roupa interior especial capaz de fazer as mesmas medições que a pulseira proibida. 

"Estamos aqui no centro de operações da Whoop em pleno grande escândalo com o Open da Austrália. O Open da Austrália disse que os melhores jogadores do mundo não podem usar a sua pulseira Whoop nos jogos. Isso é em contradição direta ao trabalho que fizemos com a ITF [Federação Internacional de Ténis], que diz que a Whoop pode ser usada em jogos e que é seguro fazê-lo", começou por explicar Ahmed, ao mesmo tempo que mostrava todo o processo de envio das encomendas. 

"Então, o que estamos a fazer hoje? Estamos a enviar o nosso equipamento de corpo da Whoop. Sabiam que podem usar a Whoop não apenas no braço, mas também por baixo da roupa? Então, vamos enviar boxers, calças e camisolas para os melhores jogadores do mundo no Open da Austrália. Estamos aqui para proteger os interesses dos jogadores e o seu direito de compreender o seu desempenho", rematou o fundador e CEO da Whoop. 

Afinal, o que se passou no Open da Austrália? 

A polémica instalou-se na madrugada do último domingo, aquando do duelo entre Carlos Alcaraz e Tommy Paul. Ainda antes do arranque da partida, a árbitra croata Marija Cicak obrigou o tenista espanhol a retirar algo que estava 'escondido' debaixo de uma fita elástica que este apresentava no pulso direito.

Carlos Alcaraz acedeu, de imediato, ao pedido, retirando a pulseira Whoop, mas depressa o momento deu que falar. 

"São as regras da ATP e da ITF... Não se pode jogar com ela. São coisas que nos ajudam a cuidar-nos, a controlar melhor o descanso, os treinos, a carga... Mas, bom, não joguei com ela e não se passa nada. Tira-se e segue jogo", afirmou o tenista espanhol, após a partida de domingo, citado pelo AS

Alcaraz não foi, no entanto, o único a ser obrigado a retirar a pulseira, uma vez que também Aryna Sabalenka foi avisada pelo árbitro, tal como Jannik Sinner. 

Para que serve a Whoop?

A Whoop é uma pulseira, sem visor, que permite recolher dados relativos ao desempenho físico de quem a utilize, permitindo perceber, por exemplo, a eficácia de um treino ou a qualidade do sono. Também a frequência cardíaca e o oxigénio no sangue são outros dois parâmetros que a Whoop consegue ler.

São vários os atletas de alta competição que recorrem a esta pulseira, sendo Cristiano Ronaldo um dos grandes embaixadores da marca. No entanto, a Whoop não é exclusiva a atletas. Qualquer pessoa pode utilizar a pulseira mediante uma subscrição que varia entre os 199 e os 399 euros por ano, com base nas funcionalidades pretendidas. 

O que é uma Whoop, a pulseira proibida que Alcaraz foi obrigado a tirar?

O que é uma Whoop, a pulseira proibida que Alcaraz foi obrigado a tirar?

Árbitra Marija Cicak não deixou Carlos Alcaraz jogar contra Tommy Paul com uma pulseira inteligente Whoop no pulso, em jogo a contar para os oitavos de final do Open da Austrália em ténis. Carlos Pereira Fernandes | 09:02 - 25/01/2026

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