Ventura/Seguro na 2ª volta? E Cotrim? Sondagem e reações: "Muito em jogo"
De acordo com a mais recente sondagem, André Ventura é quem lidera (com 24%) as intenções de voto dos eleitores nas Presidenciais do próximo domingo, dia 18 de janeiro. O estudo, feito pela Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, foi revelado na terça-feira - e mostra ainda que, em segundo lugar, surge António José Seguro (com 23%). Seriam estes dois candidatos a passar à segunda volta.
Em terceiro lugar está colocado João Cotrim de Figueiredo com 19% das intenções de voto - ainda uma percentagem que lhe dará a possibilidade de 'seguir em frente', tendo em conta a margem de erro da sondagem.
Já Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes ficam de fora de uma segunda volta, visto que ambos os candidatos estão empatados com 14%.
Catarina Martins e António Filipe têm 2% de intenções de voto, enquanto Jorge Pinto arrecada 1,5%. Já Manuel João Vieira, Humberto Correia e André Pestana obtêm 1%.
Candidatos reagem: "Grande notícia", "animam" e "muito em jogo"
No Instagram, André Ventura publicou uma reação à sondagem que o coloca enquanto 'vencedor' da primeira volta das eleições. "Uma grande notícia desta noite. Estamos à frente na grande sondagem da RTP/Universidade Católica para as presidenciais. O dia 18 está quase a chegar. Vamos vencer!", escreveu o também líder do Chega.
Já António José Seguro afirmou, na terça-feira, que quer passar à segunda volta em primeiro lugar para impedir que o "candidato do extremismo" o faça, apelando ao voto de todos os que querem continuar "a viver em democracia".
"Não chega passar à segunda volta, e aqui sou muito exigente, nós temos que passar à segunda volta em primeiro lugar porque não podemos permitir que, passados 50 anos sob o 25 de Abril, o candidato do extremismo e do radicalismo que insiste em nos dividir e pôr portugueses contra portugueses possa passar em primeiro lugar esta eleição", disse Seguro numa referência a André Ventura, sem citar o seu nome ou o do partido Chega.
Na intervenção num comício no Barreiro, o candidato apoiado pelo PS referiu-se diretamente à sondagem da Católica que o coloca, "embora pertinho, em segundo lugar", atrás de André Ventura, apoiado pelo Chega: "As sondagens animam-nos e, como se diz em Portugal, candeia que vai à frente...", disse, deixando à audiência concluir este ditado com a frase "alumia duas vezes".
Seguro recordou que "só passam dois candidatos à segunda volta" e considerou que ficou "claro que o único candidato moderado que pode passar à segunda volta" é ele.
Por sua vez, João Cotrim de Figueiredo 'apontou' a um adversário, referindo que as sondagens confirmam que Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, "está fora da corrida" a Belém - e sem hipótese de passar a uma segunda volta.
"A sondagem da Universidade Católica comprova que Marques Mendes já está fora da corrida", disse Cotrim Figueiredo perante cerca de 250 apoiantes num comício em Coimbra. "Com Marques Mendes sem qualquer hipótese, a nossa candidatura é a única alternativa para mudar Portugal", frisou, recebendo aplausos dos apoiantes na sala.
Recorde-se que, esta quarta-feira, e depois de os resultados da sondagem serem conhecidos, Cotrim escreveu a Montenegro a pedir o apoio do PSD nestas Presidenciais.
Por outro lado, Gouveia e Melo desvalorizou as sondagens que o colocam fora da segunda volta, alegando que, a acreditar nelas, os portugueses escolheriam António José Seguro, alguém impreparado e com posições redondas.
Comentando ontem o barómetro, à entrada para um jantar comício da sua candidatura, em Terrugem, o almirante considerou que "essa segunda volta, se assim fosse [Ventura vs Seguro]", mostraria "que o doutor António José Seguro, que praticamente não disse nada, que teve sempre posições redondas e que na minha muito modesta opinião é uma pessoa que não está preparada para os tempos que nos espera, tinha ganhado a confiança dos portugueses, porque seria ele necessariamente o Presidente da República".
"E, depois, os portugueses viveriam com essa decisão", sustentou, antes de considerar que o presidente do Chega, André Ventura, não tem qualquer hipótese de ser eleito Presidente da República, "face à taxa de rejeição que tem".
Gouveia e Melo procurou sobretudo passar a mensagem de que os resultados das sondagens não o desanimam. E, em concreto, sobre o estudo da Universidade Católica advogou que reflete "já uma semana para trás". "Se olharem para a ficha técnica da sondagem, mais de 50% das pessoas dizem que podem mudar de opinião. Portanto, há muita coisa que está em jogo neste momento".
Não se referindo diretamente à sondagem feita pela Católica, Luís Marques Mendes, por sua vez, apelou "uma grande concentração de votos" na sua candidatura: "Não pode haver dispersão de votos ou uma excessiva dispersão de votos por várias candidaturas. Não pode haver aqueles que dizem, 'não, eu quero o Marques Mendes na segunda volta, mas na primeira vou fazer aqui uma experiência'. Não, isso não pode ser, tem de haver uma grande concentração de votos ao centro, na minha candidatura, ou seja, na moderação, na experiência, na estabilidade", salientou.
O candidato apoiado pelo PSD avisou ainda que a dispersão de votos favorece o "radicalismo, o populismo e o experimentalismo".
"É preciso pensar isto antes de ir votar. Porque alguns respondem nas sondagens 'eu acho que o Marques Mendes vai à segunda volta e acho que é o favorito para Presidente', mas só vai alguém à segunda volta e é favorito para Presidente se ganhar a primeira volta. E tenho de ganhar a primeira volta e acredito que vou ganhar a primeira volta", referiu.
À Esquerda, António Filipe frisou que se tem visto uma espécie de campeonato da moderação entre os adversários, o que considerou ser outra forma de dizerem que "querem deixar tudo igual ou pior".
Desafiado a comentar a mais recente sondagem da Católica, que coloca André Ventura e António José Seguro a disputar a segunda volta das eleições presidenciais, António Filipe disse que "não anda na vida de calculadora na mão nem faz cálculos relativamente a eventuais resultados nas eleições de domingo".
"Portanto, não vamos em cantos de sereia, em apelos às ditas moderações, em apelos aos pactos disto ou daquilo, quando há valores tão importantes que é preciso defender e que é preciso projetar no futuro e daí a importância do nosso resultado", concluiu.
Recorde-se que na corrida a Belém estão António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, João Cotrim de Figueiredo, Catarina Martins, António Filipe, André Ventura, Jorge Pinto, Humberto Correia, André Pestana e Manuel João Vieira.
Caso nenhum dos candidatos obtenha maioria absoluta, haverá uma segunda volta a 8 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois mais votados.
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