Vente Venezuela convoca mobilização global para celebrar Nobel de Machado
A ação "Marcha pela paz e a liberdade" irá decorrer a partir 6 de dezembro, cinco dias antes da cerimónia de entrega do Nobel da Paz, agendada para 10 de dezembro em Oslo, Noruega.
A opositora, que se encontra na clandestinidade na Venezuela, já manifestou a intenção de ir à capital norueguesa para receber o galardão.
"Vamos mobilizarmo-nos em todo o mundo para receber todos juntos o Prémio Nobel da Paz. Acendamos juntos a luz que abre o caminho para a liberdade", afirmou o VV na rede social X.
Segundo a força política, "o Nobel é uma homenagem a cada venezuelano que tem resistido com dignidade".
"Pertence às mães que saem para votar, aos jovens que não se cansam, aos presos políticos, aos exilados e a cada cidadão que mantém viva a esperança", reforçou.
O anúncio das manifestações ocorre depois de o procurador-geral da Venezuela ter declarado na quinta-feira à agência francesa AFP que María Corina Machado será considerada "fugitiva" se deixar o país para receber o prémio.
"Por estar fora da Venezuela e ser alvo de várias investigações criminais, ela será considerada fugitiva", afirmou o procurador-geral Tarek William Saab, precisando que María Corina Machado é acusada pela justiça venezuelana de "atos de conspiração, incitação ao ódio e terrorismo".
María Corina Machado, 58 anos, líder da oposição venezuelana, acusa o Presidente Nicolás Maduro de fraude eleitoral nas eleições de julho de 2024, que lhe garantiram um terceiro mandato de seis anos.
Os Estados Unidos e grande parte da comunidade internacional não reconheceram o resultado do escrutínio.
Numa entrevista por videoconferência com a AFP em meados de outubro, María Corina Machado disse estar convencida de que Maduro "deixará o poder com ou sem negociação".
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