Venezuela acusa EUA de ataques (que já são fora da capital): "Repúdio"

Janeiro 3, 2026 - 10:00
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Venezuela acusa EUA de ataques (que já são fora da capital): "Repúdio"

O governo da Venezuela atribuiu, este sábado, a autoria dos ataques em Caracas aos Estados Unidos, que ao longo das últimas semanas têm vindo a ameaçar o país, assim como a atacar vários barcos que estariam envolvidos em tráfico de droga. Para além de Caracas, foram também denunciados ataques nos estados de Miranda, Aragua e  La Guaira.

 

O governo de Nicolás Maduro disse que "rejeita, repudiava e denunciava a agressão militar" dos EUA.

Segundo a imprensa internacional, Caracas acusa Washington de "apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente do seu petróleo e minerais, numa tentativa de romper à força a independência política do país."

"Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas", lê-se numa nota emitida pelo executivo venezuelano.

Nicolás Maduro declarou ainda estado de emergência em todo o país, por forma a "proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e para iniciar imediatamente a luta armada."

"Todo o país deve mobilizar-se para derrotar esta agressão imperialista", conclui a nota.

Recorde-se que fortes explosões com sons semelhantes a aeronaves a sobrevoar Caracas, ocorreram hoje por volta das 2 horas (6 horas em Lisboa).

Pelo menos sete explosões e aeronaves a baixa altitude foram ouvidas em Caracas, levando moradores de vários bairros da capital a abandonar as habitações e a correr para as ruas.

Nas redes sociais foram publicadas imagens de grandes incêndios com colunas de fumo, mas não é possível localizar com precisão o local das explosões, que parecem ter ocorrido no sul e leste de Caracas.

Em 22 de dezembro, Donald Trump afirmou que seria sensato o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, abandonar o poder, numa altura em que Washington aumentava a pressão militar sobre Caracas.

"Cabe-lhe a ele [Maduro] decidir o que quer fazer. Acho que seria sensato da parte dele", disse o líder norte-americano, questionado sobre se o objetivo de Washington era forçar o líder venezuelano a abandonar o poder.

Questionado sobre as suas declarações relativamente a intervenções em terra, além do mar, para conter o narcotráfico, Trump afirmou que se aplicam "a qualquer lugar de onde venham drogas, não apenas à Venezuela".

Na segunda-feira passada, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de droga na Venezuela, naquela que poderá ser a primeira operação terrestre.

Na sexta-feira, o Presidente colombiano, Gustavo Petro, disse que um míssil norte-americano tinha atingido um alvo na região venezuelana de Alta Guajira, que faz fronteira com a Colômbia, no âmbito da campanha norte-americana contra o tráfico de droga.

[Notícia atualizada às 08h17]

 Leia Também: Fortes explosões ouvidas na capital da Venezuela após ameaças dos EUA

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