Venezuela acusa EUA de ataques (que já são fora da capital): "Repúdio"
O governo da Venezuela atribuiu, este sábado, a autoria dos ataques em Caracas aos Estados Unidos, que ao longo das últimas semanas têm vindo a ameaçar o país, assim como a atacar vários barcos que estariam envolvidos em tráfico de droga. Para além de Caracas, foram também denunciados ataques nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
O governo de Nicolás Maduro disse que "rejeita, repudiava e denunciava a agressão militar" dos EUA.
Segundo a imprensa internacional, Caracas acusa Washington de "apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente do seu petróleo e minerais, numa tentativa de romper à força a independência política do país."
"Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas", lê-se numa nota emitida pelo executivo venezuelano.
Nicolás Maduro declarou ainda estado de emergência em todo o país, por forma a "proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e para iniciar imediatamente a luta armada."
"Todo o país deve mobilizar-se para derrotar esta agressão imperialista", conclui a nota.
Este es el comunicado oficial del gobierno de Venezuela.
COMUNICADO
REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA
La República Bolivariana de Venezuela rechaza, repudia y denuncia ante la comunidad internacional la gravísima agresión militar perpetrada por el Gobierno actual de los… — Gustavo Petro (@petrogustavo) January 3, 2026
Recorde-se que fortes explosões com sons semelhantes a aeronaves a sobrevoar Caracas, ocorreram hoje por volta das 2 horas (6 horas em Lisboa).
Pelo menos sete explosões e aeronaves a baixa altitude foram ouvidas em Caracas, levando moradores de vários bairros da capital a abandonar as habitações e a correr para as ruas.
Nas redes sociais foram publicadas imagens de grandes incêndios com colunas de fumo, mas não é possível localizar com precisão o local das explosões, que parecem ter ocorrido no sul e leste de Caracas.
Múltiples explosiones y sobrevuelos de aeronaves sobre Caracas, Venezuela 🇻🇪pic.twitter.com/nw64Gox7Om — Manuel Lopez San Martin (@MLopezSanMartin) January 3, 2026
Em 22 de dezembro, Donald Trump afirmou que seria sensato o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, abandonar o poder, numa altura em que Washington aumentava a pressão militar sobre Caracas.
"Cabe-lhe a ele [Maduro] decidir o que quer fazer. Acho que seria sensato da parte dele", disse o líder norte-americano, questionado sobre se o objetivo de Washington era forçar o líder venezuelano a abandonar o poder.
Questionado sobre as suas declarações relativamente a intervenções em terra, além do mar, para conter o narcotráfico, Trump afirmou que se aplicam "a qualquer lugar de onde venham drogas, não apenas à Venezuela".
Na segunda-feira passada, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de droga na Venezuela, naquela que poderá ser a primeira operação terrestre.
Na sexta-feira, o Presidente colombiano, Gustavo Petro, disse que um míssil norte-americano tinha atingido um alvo na região venezuelana de Alta Guajira, que faz fronteira com a Colômbia, no âmbito da campanha norte-americana contra o tráfico de droga.
[Notícia atualizada às 08h17]
Leia Também: Fortes explosões ouvidas na capital da Venezuela após ameaças dos EUA
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