Utilizadores terão de pagar para não verem anúncios no WhatsApp
O WhatsApp anunciou no ano passado que, a partir de 2026, passaria a apresentar anúncios publicitários em algumas áreas da app de mensagens e, graças ao site WABetaInfo, temos agora mais algumas informações sobre como funcionará esta implementação.
Graças à mais recente versão beta do WhatsApp para Android ficamos a saber que a publicidade apenas será apresentada no separador de Estado e Canais, com a publicação a notar que os utilizadores terão a possibilidade de pagar por uma subscrição mensal se não quiserem ver estes anúncios.
Esta subscrição mensal será oferecida apenas nos territórios da União Europeia e no Reino Unido e, de acordo com a imagem partilhada pelo site WABetaInfo, terá um custo de 4 euros.
A publicação nota, contudo, que este preço pode ainda não ser final e que também pode variar de acordo com o território, pelo que teremos mesmo de aguardar pelo anúncio oficial do WhatsApp.
Ao que parece, o WhatsApp não pretende recorrer a informação contida nas conversas, chamadas de voz/vídeo ou atividades em grupos para escolher que publicidade apresentar, com os anúncios a serem exibidos de acordo com o idioma, localização e interações nos separadores referidos.
WhatsApp rejeita acusações
O começo da semana ficou marcado por uma acusação dirigida ao WhatsApp, onde a empresa detida pela Meta é acusada de conseguir contornar a encriptação ponta a ponta da app de mensagens para recolher e ter acesso às mensagens dos utilizadores.
Depois de Elon Musk ter partilhado a notícia na sua página na rede social X e afirmado que “o WhatsApp não é seguro”, foi a vez de o executivo responsável pelo WhatsApp dentro da Meta, Will Cathcart, vir a público com a sua própria resposta.
“Isto é totalmente falso”, começou por escrever Cathcart. “O WhatsApp não consegue ler as mensagens porque as chaves de encriptação são armazenadas no teu telemóvel e não temos acesso a elas”.
This is totally false. WhatsApp can’t read messages because the encryption keys are stored on your phone and we don’t have access to them. This is a no-merit, headline-seeking lawsuit brought by the very same firm defending NSO after their spyware attacked journalists and… — Will Cathcart (@wcathcart) January 27, 2026
Mais ainda, Cathcart apontou que a equipa legal responsável por esta acusação é a mesma que já defendeu a NSO Group - uma empresa israelita responsável pelo desenvolvimento do software de espionagem (‘spyware’) Pegasus.
“Este é um processo judicial sem fundamento, movido apenas para obter manchetes pela mesma firma que defende a NSO Group depois do seu ‘spyware’ ter sido usado para atacar jornalistas e funcionários governamentais”, acrescentou ainda o executivo do WhatsApp.
A publicação de Musk a dar conta que o WhatsApp e o Signal não são apps tão seguras quanto o X Chat foi também contrariada por uma Nota da Comunidade deixada na publicação do líder do X.
“Enganador. O X Chat oferece encriptação ponta a ponta mas não tem sigilo de encaminhamento: uma chave comprometida expõe todas as mensagens anteriores”, pode ler-se na Nota da Comunidade à publicação de Musk. “As chaves privadas são controladas pelo X e apenas são protegidas por um PIN de 4 dígitos. Os metados são recolhidos. A Signal oferece sigilo de encaminhamento, chaves exclusivas do dispositivo e metadados mínimos”.
Quem aproveitou a situação para atacar o WhatsApp foi Pavel Durov - o cofundador e CEO da Telegram que partilhou uma publicação na rede social X onde afirmou que também não acredita na segurança providenciada pelo WhatsApp.
“Tens de ser muito ingénuo para acreditar que o WhatsApp é seguro em 2026”, escreveu Durov. “Encontrámos vários vetores de ataque quando analisámos a forma como o WhatsApp implementou a sua ‘encriptação’”.
You’d have to be braindead to believe WhatsApp is secure in 2026. When we analyzed how WhatsApp implemented its “encryption”, we found multiple attack vectors. https://t.co/BC1TWFAIlc — Pavel Durov (@durov) January 26, 2026
Os responsáveis pela acusação pretende agora transformar o caso numa ação coletiva que diga respeito aos mais de dois mil milhões de utilizadores do WhatsApp. Por outro lado, a empresa detida pela Meta já veio a público afirmar que pretende agir em relação a estas alegações “categoricamente falsas e absurdas”.
“Qualquer alegações de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são encriptadas são categoricamente falsas e absurdas”, pode ler-se no comunicado partilhado oficialmente pela Meta. “Há dez anos que o WhatsApp tem encriptação de ponta a ponta usando o protocolo da Signal. O processo é uma obra de ficção sem fundamento”.
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