"Uma mulher teve um parto num Uber. Isto é intolerável"
A candidata presidencial Catarina Martins classificou, esta quarta-feira, como "intolerável" o caso da mulher que deu à luz num Uber, pouco depois de ter tido alta do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.
"Uma mulher teve um parto num Uber porque o SNS não respondeu como era necessário. Correu bem, mas por acaso. Isto é intolerável. Cuidados de saúde no parto são um direito fundamental das mulheres. A saúde pública não pode viver de acasos, precisa de ser reinventada", defendeu a antiga coordenadora do Bloco de Esquerda nas redes sociais.
Recorde-se que a ministra da Saúde foi esta quarta-feira confrontada com este novo caso a envolver uma grávida que hoje veio a público. Ana Paula Martins remeteu explicações para a Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental.
"Incomoda-nos muito que estas situações aconteçam, mas eu relativamente a esta situação - como a outras semelhantes -, tenho obrigatoriamente de remeter a explicação desse caso e dessa situação para a Unidade Local de Saúde respetiva e não fazer qualquer tipo de comentário", referiu.
Uma mulher teve um parto num Uber porque o SNS não respondeu como era necessário. Correu bem, mas por acaso. Isto é intolerável.
Cuidados de saúde no parto são um direito fundamental das mulheres. A saúde pública não pode viver de acasos, precisa de ser reiventada. — Catarina Martins (@catarina_mart) November 12, 2025
ULS diz que o atendimento "cumpriu o protocolo estabelecido"
Recorde-se que uma mulher deu à luz num Uber, a caminho do Hospital São Francisco Xavier, na última noite, pouco depois de ter tido alta da mesma unidade. Ao Notícias ao Minuto, a Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental garante que o atendimento "cumpriu o protocolo estabelecido".
A mulher terá dado entrada no Serviço de Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital São Francisco Xavier, encaminhada pela Saúde 24, na tarde de terça-feira, cerca das 17h00.
Segundo a ULS, "como se verificou que a senhora não estava em trabalho de parto e por residir perto (na Damaia), deu-se alta por volta das 20h00 com ensino sobre sinais de alarme e recomendação para regressar caso eles surgissem". A grávida acabaria por dar à luz "cerca de duas horas mais tarde".
Ao Correio da Manhã, contudo, o motorista TVDE conta uma versão ligeiramente diferente. De acordo com aquele jornal, o parto ocorreu em Loures, e a grávida teria tido alta cerca de meia hora antes.
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