Um morto e oito feridos em novo incêndio em habitação social em Hong Kong

Janeiro 4, 2026 - 10:00
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Um morto e oito feridos em novo incêndio em habitação social em Hong Kong

De acordo com a imprensa local, os bombeiros acreditam que um curto-circuito elétrico poderá ter causado as chamas, que obrigaram à retirada de mais de 270 moradores do complexo, em Kowloon, no centro da região.

 

O alerta foi dado por volta das 8 horas (meia-noite em Lisboa) e os bombeiros conseguiram extinguir o incêndio, que atingiu uma área de pequena dimensão, em cerca de 50 minutos.

Um homem foi encontrado morto no local enquanto um outro homem e sete mulheres foram resgatados. Os oito feridos mostravam sintomas de inalação de fumo, sendo que dois estavam em situação considerada grave.

Os bombeiros disseram que o apartamento do 21.º andar onde surgiram as chamas estava cheio de objetos, que originaram um denso fumo que se espalhou pelos corredores e dificultou o combate ao incêndio.

"O apartamento foi severamente danificado pelo fogo. Os bombeiros encontraram uma grande quantidade de objetos espalhados pelo apartamento", disse o subchefe interino do departamento de Serviços de Incêndios.

"Ainda estamos a investigar a causa do incêndio. Analisaremos as causas de forma abrangente, incluindo a possibilidade de uma falha de energia", acrescentou Yip Kam-kong.

O dirigente afirmou que o equipamento de combate às chamas estava a funcionar corretamente no edifício, negando relatos de uma mangueira de incêndio com defeito no 21.º andar.

Yip acrescentou que os bombeiros não encontraram qualquer irregularidade nos equipamentos de segurança contra incêndio do edifício Mei Yue, no bairro Shek Kip Mei.

Alguns moradores disseram à imprensa que as portas corta-fogo eram frequentemente deixadas abertas no edifício, mas Yip disse que não era o caso no 21.º andar quando os bombeiros chegaram ao local.

Em 26 de novembro, um incêndio no bairro social Wang Fuk Court, em Tai Po, no norte de Hong Kong, causou a morte de 161 pessoas e deixou milhares de pessoas desalojadas.

O incêndio em Wang Fuk Court começou quando a rede que cobria as estruturas de bambu num dos prédios, no âmbito de obras de renovação, se incendiou. O fogo propagou-se com rapidez ao resto do complexo, atingindo seis outras torres.

Tendo em conta a magnitude da tragédia, o Governo local criou uma comissão de inquérito independente, presidida por um magistrado, com o objetivo de esclarecer as causas do início e da rápida propagação do incêndio.

Paralelamente, a Comissão Independente contra a Corrupção de Hong Kong deteve o atual presidente da associação de moradores do Wang Fuk Court, bem como o antecessor, no âmbito da investigação sobre a catástrofe.

O Ministério Público está a investigar mais de uma dezena de pessoas ligadas ao incêndio, sob a presunção de terem cometido homicídio por negligência, incluindo os diretores e um consultor de engenharia da empresa de construção responsável pelas obras.

Número de mortos no incêndio de Hong Kong sobe para 161

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O número de mortos no incêndio no complexo residencial Wang Fuk Court, em Hong Kong, subiu para 161, depois de mais uma vítima mortal ter sido identificada através de análise de ADN, anunciaram hoje as autoridades policiais. Lusa | 07:54 - 20/12/2025

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