Um 'Deus grego' bastou para salvar um temporal no batatal de São Miguel
Santa Clara e Benfica abriram as hostes da jornada 22 da I Liga esta sexta-feira, no Estádio de São Miguel, nos Açores, com um jogo praticamente de sentido único, mas que não foi tão fácil como poderia aparentar.
O estado do relvado insular foi um dos temas mais badalados da semana, tendo em conta que não está em condições perfeitas para a prática de um bom futebol.
No entanto, houve bons lances de parte a parte, ainda que o Benfica tenha sido mais forte ao longo dos 90 minutos, e tenha justificado a vitória, por 1-2.
O primeiro golo surgiu à passagem do minuto 16, quando Tomás Araújo, que foi a surpresa no onze inicial dos encarnados, completou um cruzamento impressionante que parecia ter 'olhos' para a cabeça de Vangelis Pavlidis, que não desperdiçou e desfez o nulo.
A partir daí, as águias continuaram a carregar com o pé no acelerador, voltando a criar chances de perigo face a uma apatia do Santa Clara, que não fez qualquer remate na primeira metade.
O minuto 38 voltou a trazer um momento de festa no Estádio de São Miguel... mas para a equipa do Benfica. Pavlidis fez 'gato sapato' da defesa dos insulares e ofereceu a bola a Gianluca Prestianni, que não conseguiu rematar, mas obrigou Paulo Victor a fazer um autogolo para dobrar a vantagem encarnada.
O resultado foi assim para o intervalo, embora um lance tenha ficado na retina e que poderia ter dado mais um golo às águias. Leandro Barreiro caiu na grande área do Santa Clara e acabou por pedir grande penalidade. Ainda assim, António Nobre mandou seguir jogo, com a confirmação do VAR.
Depois do regresso dos balneários, o Santa Clara acabou por reagir da melhor maneira possível, ainda que tenha sido um golo de Gonçalo Paciência com muita ajuda de Anatoliy Trubin, já que o ucraniano deixou a bola passar primeiro entre as mãos e, depois, entre as pernas, cometendo um erro que poderia ter saído caro aos encarnados.
Ainda assim, a criatividade dos insulares acabou nesse instante, e o Benfica limitou-se a gerir a vantagem até final, já que não teve como aumentar a diferença no marcador.
Com esta vitória, a turma de José Mourinho segue segura no terceiro lugar, com 52 pontos, os mesmos que o Sporting, ainda que os leões contem com menos um jogo, e a quatro do líder FC Porto.
Mas vamos às notas do jogo.
Figura
Foi com uma classe de um 'Deus grego' que Vangelis Pavlidis guiou o Benfica à vitória neste encontro. Além de fazer golos, faz a sua equipa jogar mais e melhor, com as suas jogadas de controlo de bola em várias partes do terreno de jogo.
Surpresa
Foi uma surpresa aparecer novamente no lado direito da defesa de José Mourinho, mas Tomás Araújo acabou mesmo por ser decisivo nas duas faces do encontro. A atacar, foi um dos pilares, fazendo mesmo uma assistência para o primeiro golo da partida. Já a defender, anulou um dos maiores perigos da equipa adversária, que não fez mossa na defensiva do Benfica.
Desilusão
Depois de ser herói frente ao Real Madrid na Liga dos Campeões, começou-se a acreditar que estava aqui um guarda-redes de presente e futuro para o Benfica. No entanto, Trubin ainda tem muito a melhorar, já que as desconcentrações em jogos de maior calibre podem custar pontos e até épocas.
Treinadores
Petit
O reencontro de Petit com o seu antigo clube, onde passou vários anos enquanto jogador, não correu nada bem no que toca à criação de chances para mudar o rumo da partida. Não fosse a infelicidade do guarda-redes das águias e o Santa Clara não teria tido nenhuma oportunidade flagrante de golo nos 90 minutos.
José Mourinho
A exibição do Benfica acabou por ficar manchada pelo erro de Trubin, uma vez que, tirando isso, foi de domínio total, ainda que não tenha sido esclarecedora em certos períodos do encontro. A vitória assenta bem e justifica-se face às oportunidades que criou e a falta delas da parte do Santa Clara.
Arbitragem
António Nobre esteve muito inseguro em praticamente todas as decisões que tomou durante toda a partida, fazendo com que, mesmo as escolhas que estavam corretas ficassem meio duvidosas pela sua falta de confiança a assinalar as mesmas.
Isto verificou-se em alguns lances em que o Benfica pediu grande penalidade, principalmente na pedida após contacto sobre Vangelis Pavlidis, no segundo tempo. Embora esta confiança tenha ficado em casa, acabou por acertar em todas as decisões, uma vez que nenhum dos contactos são suficientes para a marcação de pontapés de penálti.
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