Trump considera "muito má" detenção de Bolsonaro (e vai estar com Lula)

Novembro 22, 2025 - 22:00
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Trump considera "muito má" detenção de Bolsonaro (e vai estar com Lula)

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse hoje que se reunirá em breve com o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e considerou "muito má" a detenção do ex-Presidente brasileiro e seu aliado político, Jair Bolsonaro.

 

Questionado por jornalistas à porta da Casa Branca, Trump disse ter conversado com Lula na véspera à noite e acreditar que se vão encontrar em breve.

Em relação à detenção de Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos disse desconhecer o facto, mas, após a confirmação dos jornalistas, considerou-a "muito má", segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

O ex-chefe de Estado do Brasil, condenado em setembro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, foi preso preventivamente hoje de manhã na sua residência em Brasília, devido, segundo a justiça, a um risco "concreto" de fuga e a uma "ameaça à ordem pública".

Na quinta-feira, Donald Trump assinou uma ordem executiva para diminuir em 40% as tarifas sobre certos produtos brasileiros, incluindo carne de vaca, legumes, café e cacau, após negociações com Luiz Inácio Lula da Silva.

No âmbito da sua guerra comercial, Trump tinha imposto uma tarifa de 10% sobre as exportações brasileiras e posteriormente determinou um aumento de 40%, elevando o total para 50%, para punir o país devido à condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe após a vitória eleitoral de Lula.

A Casa Branca adiantou na semana passada que Trump estava a reverter algumas tarifas globais que tinham sido originalmente anunciadas em abril e equipas dos governos norte-americano e brasileiro têm discutido a questão depois dos dois presidentes se terem encontrado em outubro em Kuala Lumpur, na Malásia, numa reunião descrita como positiva por ambos os lados.

A decisão de Trump acontece após a derrota dos republicanos em várias eleições importantes nos Estados Unidos no início deste mês, o que fez aumentar as preocupações da Casa Branca com a inflação no país, alimentada pelas tarifas, e o elevado custo de vida, indica a EFE.

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