Tribunal iraquiano condena à morte assassino de candidato eleitoral sunita
Al Mashadani, assassinado em outubro, liderava a Aliança pela Soberania, uma coligação de grupos sunitas dirigida pelo empresário Jamis al Janjar, a qual se ficou por 15 assentos no parlamento iraquiano.
Já a coligação do então primeiro-ministro cessante, Shia al-Sudani obteve esmagadora a maioria dos votos em 11 de novembro, num ato eleitoral marcado ainda pelo boicote ao clérigo xiita Muqtada al-Sadr, uma das figuras mais influentes do país, por falta de soluções para a crise política desde que o seu partido conquistou a maioria parlamentar em 2021, mas falhou a formação de um governo.
Segundo o acórdão de hoje, o tribunal penal do distrito de Karkh, Bagdade, considerou que o réu "colocou um artefacto explosivo debaixo do veículo da vítima", que morreu em 15 de outubro na zona de Tarmiya, um bairro da capital iraquiana no qual estava fazer campanha.
A pena capital foi justificada com base no artigo 406.º do código penal do Iraque, destinado a punir o assassinato premeditado, caso existam agravantes como é o caso.
O tribunal aplicou ainda a prisão perpétua por tentativa de assassinato de quatro outras pessoas que acompanhavam a vítima na altura dos factos, mas escaparam com vida.
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