"Tenho 26 personalidades. Falta-me uma ainda mas estou a trabalhar nisso"
Será um dos mais improváveis candidatos que a Presidência da República poderia ter, mas já não é a primeira vez que entra na corrida a Belém.
Volvidos mais de 20 anos depois da sua primeira candidatura, Manuel João Vieira faz oficialmente parte dos boletins de voto para as eleições presidenciais de 2026. Apresenta-se como o Presidente dos afetos, que quer nacionalizar o absurdo, pôr vinho canalizado (local) na casa de todos os portugueses e "equalizar" o tom de pele de todos os que vivem em Portugal: por meios artificiais... ou biológicos.
Em entrevista ao Notícias ao Minuto, o candidato Vieira - como se apelida - adiantou que quer criar um Ministério da Felicidade, elevar o salário mínimo para cinco mil euros e criar um botão "Resolver" para, como o nome indica, resolver todos os problemas que surjam aos portugueses.
Já se candidata há mais de 20 anos ao cargo de Presidente da República. Porque é que continua a entrar na corrida a Belém?
Em 2001, foi uma ideia porque nós queríamos fazer um programa de televisão chamado "O Candidato Vieira", que era uma caricatura dos candidatos americanos. E daí começámos a misturar realidade com ficção, começámos a fazer concertos e a pedir assinaturas, e a partir daí foi uma bola de neve. Foi uma coisa muito interessante aquilo que aconteceu.
Os objetivos da candidatura são transpor este rio de derrotismo em que se encontra Portugal
Então, a sua primeira candidatura foi uma forma de conseguir um programa de televisão?
Não, começou por aí, mas imediatamente vimos que era impossível e passámos para o formato digital e para o contacto com as pessoas.
E, desta vez, qual é o objetivo da sua candidatura?
Os objetivos da candidatura são transpor, digamos, este rio de derrotismo em que se encontra Portugal.
Nós propomos coisas concretas. Propomos uma nova cidade no Centro do país, onde as pessoas poderão contar com o auxílio da maquinaria para fazer o trabalho, e em que haverá um botão que se carrega e resolve tudo. O botão "Resolver".
Nós estamos a pensar em subir o salário médio para cinco mil euros, para que todos os portugueses sejam de classe média. Nós temos uma série de ideias que estão espalhadas no nosso site: vieira2026.com.
E como é que traria o país inteiro para o Centro?
Acho que é preciso trazer o entusiasmo, é preciso saltar por cima da mediocridade das pessoas e é preciso acabar com a frase: "Isto está cada vez pior". É preciso inscrever na Constituição portuguesa o direito inalienável à felicidade dos portugueses.
Esta palavra não foi inscrita na Constituição na época porque poderia parecer pouco relevante ou pouco revolucionária, mas eu gostava de a inscrever na Constituição. E, portanto, fazer pressão sobre a Assembleia da República sobre levar Portugal mais além, para um Portugal maior e melhor.
Mas acha que os portuguees neste momento não têm direito à felicidade?
Acho que os portugueses não têm um direito à felicidade consagrado e inscrito na Constituição da República. Haverá um ministério, o Ministério da Felicidade e haverá monitores que acompanharão as pessoas que não estarão no ponto.
E digamos que consegue efetivamente resolver crise na habitação, com um salário médio a cinco mil euros…
Acho que nós temos de pular por cima disso tudo, temos de tentar atingir o absurdo, temos de tentar atingir aquilo que é a utopia. Acho que a utopia deve-se inscrever outra vez como patamar final da sociedade portuguesa, mesmo sendo impossível.
Portugal é um país rico. É um país grande, um país que tem milhares e milhares de milhas náuticas quadradas. E é um país, portanto, que tem tudo para poder subir e ser melhor.
Acho que o Governo trata os portugueses como se fossem pessoas da primeira infânciaEstamos a ser subaproveitados enquanto país, é isso?
Acho que sim, acho que sim. E acho que muito disso se deve à maneira como estamos a ser governados. Acho que o Governo trata os portugueses como se fossem pessoas da primeira infância. Acho que a grande maior parte dos media trata os portugueses como se fossem estúpidos, porque fazem programas medíocres. Não tentaram elevar, que era o grande intuito do pós-25 de Abril, o nosso QI [Quoeficiente de Inteligência] e a nossa cultura. Ficaram-se por querer pouca escolaridade, e que nem sequer é uma escolaridade muito efetiva.
E o resultado está também no tecido económico. As pessoas que se conseguiram safar, a maior parte delas saiu de Portugal. Nós queremos que essas pessoas voltem, queremos construir um país melhor e queremos também dar um apoio aos pais e à infância. Apoios monetários por membros de família. E creches, uma organização de creches também, bem vinculada em cada bairro, porque há uma falta enorme de creches.
Mas isso também se prende com a falta de infraestruturas, falta de profissionais, como é que conseguiria resolver isso?
Não há falta de infraestruturas, há muita casa abandonada em Portugal, mesmo em Lisboa, que é um monstro, chamemos-lhe assim, populacional. Lisboa cresceu com o vazamento das aldeias todas do Interior, nós queremos também pôr isso em ordem, queremos fazer uma cidade nova, mesmo passando pelo Interior central de Portugal, essa cidade chamar-se-á Vieirapolis.
Mas não é contraditório? Criar uma cidade núcleo no Centro do país, não iria retirar pessoas do Interior do país?
Essa cidade será uma cidade piloto, uma cidade em que faremos todas as modificações que serão necessárias, a começar pelo botão que resolve as coisas, assim como, uma sociedade em que a maquinaria resolve o problema do trabalho e deixa de ser necessário um trabalho que não seja condigno. No mundo existem condições neste momento para isso, e não está a acontecer porque existe uma anomalia: há um certo número de pessoas que não estão interessadas, de facto, em mudar a situação.
Portugal vai contribuir também com isso para o fim do aquecimento global, é uma outra situação com a qual estamos preocupados. E queremos também uma política externa independente e uma política europeia também independente.
Tem falado várias vezes tanto sobre essa cidade, como sobre as suas preocupações com o aquecimento global. Mas diz que essa cidade vai funcionar muito à base de Inteligência Artificial. Ora, a Inteligência Artificial tem efeitos muito nocivos para o ambiente.
A Inteligência Artificial tem de ser controlada, não pode ser de outra forma. Não pela estupidez natural, mas pela inteligência natural - e é a inteligência natural que tem de controlar o que não é natural, não é? Não é a estupidez.
Então esse botão "Resolver" não será com a Inteligência Artificial?
O botão "Resolver" faz parte de um mecanismo… Não sou engenheiro, mas tenho falado com técnicos que me falaram dessas possibilidades não só em termos alegóricos e fantasmáticos, como mesmo em termos tecnicamente possíveis. Estamos a falar do futuro.
Portanto, sou um Presidente que fala do futuro. Estou a falar daqui a 20 anos, estou a tentar preparar o terreno para uma mudança verdadeira.
Daqui a 20 anos já não seria durante o seu mandato, se for eleito em janeiro.
Vamos ver. Teoricamente não seria, mas impulsionaria toda a sociedade nessa direção.
Estes Governos são uma espécie de ministros da Economia. Não se focam nas pessoas. Tentam manter orçamentos equilibrados (...) A economia neste momento ocupou o lugar de Deus na disposição dos GovernosO que é que acha do trabalho que tem sido feito até agora por este Governo?
Não tenho opinião sobre estes governos. Estes Governos são em média centristas - médio central, médio esquerda - e tentam apenas perpetuar uma visão economicista da sociedade. Não se focam nas pessoas. Tentam manter orçamentos equilibrados. Estes Governos são uma espécie de ministros da Economia.
Os Governos inteiros são ministros da Economia?
Sim, a economia neste momento ocupou o lugar de Deus na disposição dos Governos.
E o que é que acha da reforma laboral, da lei da nacionalidade, que têm sido tão polémicas?
Já disse, só para exemplificar, que a nova equipa de futebol que nós vamos ter, será uma equipa mista: homens e mulheres, e trans e marcianos, e seja o que for.
Já disse também que pretendo fazer uma escala de cor, em que as pessoas mais escurinhas possam pôr um bocado de maquilhagem para ficarem menos escurinhas. As pessoas do Norte, escandinavos, têm de escurecer para equalizar toda a gente, para ficarmos todos iguais.
Ou então, fazê-lo de outra forma. E essa forma é a forma biológica, que foi a forma como o português inventou o mulato. Mas temos de o fazer depressa, porque estamos a perder população a uma velocidade muito grande.
E acha que isso resolveria os problemas da imigração?
Neste momento, um dos problemas que podiam ser resolvidos na imigração era precisamente o regresso dos nossos emigrantes. E para isso tinham de voltar para um país que lhes desse melhores condições.
E quanto à reforma laboral, se fosse Presidente da República, vetava este documento?
A reforma laboral é o salário mínimo dos cinco mil euros.
Salário mínimo? Há pouco disse salário médio nos cinco mil euros. Em que ficamos?
Mínimo.
O mínimo nos cinco mil euros? E o médio?
O médio logo se vê. A partir do momento em que as pessoas tiverem cinco mil euros para tratar das suas despesas... Isto para já, a nossa meta é que toda a gente seja de classe média. Tentaremos taxar apenas as fortunas enormes e tentaremos invadir os paraísos fiscais.
Aproximo-me mais de D. Afonso Henriques porque fez qualquer coisa. Todos os outros foram simpáticos
De que antigo Presidente é que se aproxima mais, se tivesse de escolher um?
D. Afonso Henriques, embora fosse um rei.
Porquê?
Porque fez qualquer coisa. Fundou um país. Acho que todos os outros foram extremamente simpáticos. Não tenho tempo para estar agora a enumerar os defeitos e qualidades dos Presidentes da República todos. Acho que foram todos eles bastante medianos - mediano melhor, mediano pior, enfim.
A RTP vai ter um debate com todos os candidatos presidenciais a 6 de janeiro [hoje]. O que dirá aos seus oponentes?
O que eu direi aos meus oponentes é o que me der na cabeça na altura, porque não estabeleço com antecedência aquilo que vou dizer aos meus oponentes. É o raciocínio no momento.
Não há nada específico que queira dizer a nenhum deles?
Não, nem pensar. Aliás, até prefiro não falar com eles. Falar para quê? Eles já estão a falar bastante sozinhos. E as pessoas se quiserem ir ver os debates, podem vê-los. É constrangedor, mas tudo bem.
É isso que tem achado dos últimos debates, que são constrangedores?
Os debates são sempre em torno do próprio umbigo da democracia portuguesa. Que é um umbigo de uma democracia que parou no tempo e que está em sério perigo. Como, aliás, muitas democracias na Europa. E como está a democracia nos Estados Unidos.
Mas eles não falam nisso, eles falam em pequenas questiúnculas mais do que nas grandes questões.
Não quero referir-me a nenhum dos meus colegas em concreto. Não quer dizer que não haja momentos mais brilhantes e mais lógicos aqui e ali, mas é muito mediano.
Tem dito que o país está à beira da estupidez completa. Mas também tem dito várias vezes que o absurdo tem de ser nacionalizado. Não são contraditórias estas duas ideias?
O absurdo é um sistema que não é percetível de causa-efeito e é exatamente isso que se passa nos discursos políticos normais. Aquilo que acontece muitas vezes, e que nós vemos, são promessas. Promessas que depois não são executadas. E em muitas destas promessas o absurdo está lá. Ora, quero elevar o absurdo à sua máxima potência. E, portanto, quero pôr o absurdo na política portuguesa com esse tipo de conversa contraditória.
Qual é que é o objetivo?
O objetivo que isso tem é exatamente alavancar. É puxar as pessoas para a frente. É puxar as pessoas para o sonho, para sonharem que podem ser outra coisa. Para sonharem que podem ganhar mais, que podem ter um Ferrari, uma patinadora russa, etc. O sonho leva-nos mais além, assim como nos levou nos Descobrimentos.
Tenho 26 personalidades. Falta-me uma ainda, mas estou a trabalhar nisso
É isso que é a sua candidatura? Uma forma de motivar os portugueses?
Não sei o que é a minha candidatura. Faço-a com muito bom gosto e a minha maneira de o fazer é não só motivá-los como depois fazer força para que as mudanças tenham efeito. Acho que é importantíssimo.
E era isso que faria se fosse Presidente da República?
Seria um Presidente mais interventivo do que, por exemplo, este Presidente. Acho que o Presidente da República deve ser uma voz também internacional nas grandes questões internacionais que se estão a levantar neste momento no planeta Terra. E não tem sido.
Somos um povo que está completamente submetido à União Europeia que, por sua vez, está completamente submetida aos Estados Unidos da América. Tem sido assim.
Quando foi entregar as assinaturas ao Tribunal Constitucional disse que o Presidente deveria ter pelo menos 27 personalidades para compreender o país inteiro. Pergunto-lhe: quantas é que o Manuel João Vieira tem?
Estou a trabalhar nisso. Neste momento, só tenho 26. Falta-me uma ainda, mas estou a trabalhar nisso.
Acho que nós temos de ser suficientemente ágeis para conseguir compreender as pessoas, desde as pequenas aldeias até as grandes cidades. Temos de ter a agilidade - e é daí que vem o número - para as ver nas suas várias facetas.
Entre essas várias personalidades tem alguma que destaque?
Tenho a minha personalidade neutra que não serve para a candidatura da Presidência da República, porque eu sou pessoa tímida. Tenho uma outra personalidade neutra para tal que é a personalidade que é utilizada para os concertos ao vivo, porque tem um declamar e uma posição, que já pode entrar em contato com a população.
Portanto, o candidato que vemos em entrevistas, em concertos, não é o Manuel João Vieira no dia a dia?
Acho que ninguém é. As pessoas na sua privacidade são outra coisa para lá da máscara que usam socialmente. Nem sei se é máscara que se deveria dizer. Estamos a falar de empatia e de amor às pessoas e o amor é central na política que eu estou a tentar lançar em todo este processo.
Acha que falta amor na política neste momento?
Acho que deveria haver mais um bocadinho.
Mas há?
Também não sou da PIDE. Não ando a rastrear todos os membros do Conselho de Ministros para saber se há amor ou não há amor.
Já disse também que vai ser o Presidente dos afetos.
Sim, é verdade. Acho que o afeto permite-nos entrar em contacto e compreender a situação das populações.
Houve uma entrevista em que que deu como exemplo para ser o Presidente dos afetos a sua promessa de pôr vinho canalizado na casa de todos os portugueses.
Isso é uma promessa exequível. A ideia não é nada de especial: nós temos água e passamos a ter vinho também, vinho local, obviamente. Não vamos ter vinho verde no Algarve, porque ecologicamente seria absurdo. Vamos ter o vinho local.
As pessoas não poderiam escolher, portanto. Se alguém não gostasse do seu vinho local não poderia trocar?
Acho que isso poderia dar origem até a uma alegre troca entre vários pontos do país. É aquela coisa que se diz: "Levar para fora o que há dentro". Acho que seria muito interessante.
Estamos a falar com os engenheiros da Ferrari para saber quais são as possibilidades de um novo modelo: o "Ferrari Tuga"Uma das suas outras promessas é também dar um Ferrari a cada português.
Essa foi uma promessa feita em 2001.
Portanto, já não mantém esta promessa?
Não a retirámos, não. Eu só desisto se for eleito. Se tiver promessas que não possa cumprir desisto… mas só se for eleito.
Mas esta promessa é uma que conseguiria cumprir?
Nós estamos a falar com os engenheiros da Ferrari para saber quais são as possibilidades de uma produção gigante e também, talvez, de um novo modelo, que é o "Ferrari Tuga".
E cada português conseguiria escolher a cor do seu Ferrari e como é que isso funcionaria? Ou seriam todos iguais?
Claro, isso não seria um problema. E matrícula personalizada.
Cada português conseguiria matrícula personalizada, cor personalizada? Portanto, Ferraris de cor-de-rosa, amarelos…
Tudo isso. Tudo isso e mais. E mais alguma coisa. Gosto de dizer que tudo aquilo que eu digo é o que eu digo e mais alguma coisa.
E esse "mais alguma coisa é o quê"?
Isso logo se vê. A política feita com navegação à vista é tradicional. E foi assim que contornámos a costa da Guiné. No meio do oceano, onde não se vê nada, é difícil fazer política. Mas nós vamos, pé atrás de pé, tentando fazer um caminho que seja um caminho que leve os portugueses até aos montes Elíseos da Felicidade.
Se for eleito, e o Manuel João Vieira é também artista plástico, pintor, iria substituir as pinturas no Palácio do Belém por pinturas suas?
Não, mas poderia tentar fazer um autorretrato para poupar aos contribuintes portugueses mais uma pintura. E poderia pensar, em termos curatoriais, numa nova disposição para os objetos que se encontram no Palácio.
Pintando o seu próprio retrato oficial, como é que ele seria?
Seria um retrato no qual as pessoas pudessem reconhecer o Presidente. Num realismo abstrato, num realismo suave.
E o que é que isso quer dizer exatamente para quem não é entendido em arte?
É para isso que servem o Google e as bibliotecas.
Mas seria um retrato mais sério, por exemplo, como o de Cavaco Silva, ou mais como o de Mário Soares?
Queria fazer uma coisa equilibrada. Não queria fazer um retrato nem muito festivo nem muito austero. E, de facto, é uma coisa que nós temos de analisar a partir do momento. Porque o próprio momento que nos põe numa posição dessas é um momento que dita ao artista, na sua sensibilidade, e que o inspira a fazer a sua pintura.
Se for eleito, podemos contar com concertos frequentes no Palácio do Belém?
Não sei exatamente quais são as leis que existem em relação a isso. Mas fazer concertos para a população sem custos seria uma coisa que eu teria muito prazer em proporcionar.
Levaria os Ena Pá 2000 para o palco do Terreiro do Paço no Ano Novo?
Talvez. Talvez os Ena Pá 2000, talvez outra banda qualquer. Não pensei ainda muito bem nisso, mas também a custo zero.
Se tivesse de convidar um dos outros candidatos à Presidência da República para subir a palco consigo, quem é que escolheria?
Se eu quisesse os meus oponentes em uníssono para cantar comigo no palco, quem é que eu escolheria? Eu escolheria todos. Eu faria deles um coro. Um coro com 10 pessoas acho que seria muito bonito. Gosto muito de fazer um arranjo para coro. Não tenho preferências e não conheço as vozes. À exceção de Passos Coelho. Os outros, nunca os ouvi cantar, tenho de ser sincero.
Que música é que escolheria para cantar?
O hino nacional, o tradicional hino nacional. Aquele que foi celebrizado pelos Anjos.
A versão dos Anjos, especificamente?
Não essa versão, não, mas a referência é essa para ver se as pessoas sabem de quem é que eu estou a falar. Aliás, porque o hino nacional tem duas partes mais que não são normalmente muito utilizadas e eu vou tentar utilizá-las.
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