"Temos um Governo absolutamente descolado da realidade do país"
Catarina Martins considerou, esta quinta-feira, que temos "um Governo descolado da realidade", num comentário às palavras do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que, durante a manhã, considerou que a adesão à greve geral de hoje era "inexpressiva".
A candidata presidencial afirmou, à margem da manifestação em Lisboa, que "um Governo que acha que a saúde está bem é um Governo que acha que a greve não tem significado. É mesmo um Governo absolutamente descolado da realidade do país".
"Greves gerais não há muitas em Portugal", recordou em declarações à SIC Notícias, vincando que "quem faz greve perde um dia do seu salário e, muitas vezes, sujeita-se até a perseguição porque, como sabemos, para as pessoas mais precárias, fazer greve é até um risco para manterem o emprego".
"E fazem-no para dizer ao Governo que não podemos trabalhar ainda mais horas em Portugal com salários ainda mais baixos. Quem está em greve, quem se manifesta, quem está em luta, está a fazer uma luta que é muito solidária, porque é uma luta pelos seus direitos, pelo seu salário, mas é também uma luta por uma economia - porque queremos uma economia mais qualificada, que seja de empregos a sério, de salários a sério, e não esta corrida para os baixos salários", acrescentou.
Para a candidata a Belém, "o Governo tem de recuar". "O Governo não pode propor a todas as gerações de trabalhadores que fiquem pior. Isto não tem nada a ver com o que a economia precisa ou com a flexibilidade. Nós não podemos dizer aos novos que eles vão ficar com contratos a prazo toda a vida, não podemos dizer às pessoas que estão a trabalhar que do dia para a noite podem ser despedidas porque aquilo vai passar a ser um outsourcing. Não podemos dizer às pessoas que o patrão pode dizer-lhes que vão trabalhar mais duas horas por dia, cinco dias por semana, porque sim", disse.
"O Governo tem de deixar de insultar as pessoas que trabalham e que lutam pelos seus direitos, porque são elas quem estão a defender Portugal", frisou ainda Catarina Martins.
Além de Catarina Martins, recorde-se que anunciaram candidaturas às eleições presidenciais Luís Marques Mendes (com o apoio do PSD), António José Seguro (apoiado pelo PS), André Ventura (apoiado pelo Chega), António Filipe (apoiado pelo PCP), Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal) e Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), entre outros.
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