Suspeito de ataque em igreja apoiava Trump e era veterano de guerra
O suspeito do ataque que provocou pelo menos quatro mortos e oito feridos na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em Grand Blanc, no estado norte-americano do Michigan, era veterano da guerra do Iraque e apoiava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Thomas Jacob Sanford, de 40 anos, abalroou a porta da frente do edifício com uma carrinha prateada e adornada com duas bandeiras dos Estados Unidos. Após abandonar o veículo, disparou contra "centenas de pessoas" que celebravam a missa de domingo, incendiou a igreja e foi morto pelas autoridades.
Até ao momento, a polícia ainda não deu conta de um motivo para o ataque. Contudo, o agressor tinha antecedentes criminais por roubo e por condução sob o efeito de álcool, informaram as autoridades, em conferência de imprensa, esta segunda-feira.
De junho de 2004 a junho de 2008, Sanford integrou o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, confirmou a ABC News. O mesmo meio apurou que o homem chegou ao posto de sargento e foi destacado para participar na Operação 'Liberdade do Iraque', em agosto de 2007.
O militar, que se especializou no manuseamento de veículos, deixou o exército em março de 2008, após trabalhar na logística de combate em Camp Lejeune, na Carolina do Norte.
O filho de Sanford, Brantlee, nasceu com uma doença rara conhecida como hiperinsulinismo, em que o pâncreas produz insulina em excesso. Causa, além disso, complicações a nível cerebral.
Uma fotografia divulgada em 2019 na rede social Facebook retrata Sanford com uma t-shirt de apoio a Trump, na qual é possível ler-se “Reeleja Trump 2020” e “Faça os liberais chorar novamente”.
© Brantlee's journey
Aliás, imagens do Google Maps captadas em junho mostram que o homem tinha um cartaz azul dedicado a Trump no quintal de casa, que se situa a cerca de 16 minutos de carro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, avançou o Daily Beast.
© Google Maps
Na tarde de domingo, Donald Trump classificou o tiroteio como "outro ataque contra cristãos".
"O suspeito está morto, mas ainda há muito a saber. Parece tratar-se de mais um ataque contra cristãos nos Estados Unidos. A Administração Trump manterá o público informado, como sempre fazemos. Enquanto isso, OREM pelas vítimas e pelas suas famílias. ESTA EPIDEMIA DE VIOLÊNCIA NO NOSSO PAÍS TEM DE ACABAR IMEDIATAMENTE!”, escreveu, na Truth Social.
Mais de 100 agentes do FBI foram mobilizados para o local e o diretor da agência federal, Kash Patel, qualificou o episódio como um "ato cobarde e criminoso".
"A violência num local de culto é um ato cobarde e criminoso. As nossas orações vão para as vítimas e as suas famílias", declarou o diretor do FBI na rede social X (Twitter).
Também a governadora do Michigan, Gretchen Whitmer, sublinhou que estes atos de violência são inaceitáveis, "especialmente em locais de culto".
Este foi o mais recente de muitos ataques a tiro a locais de culto nos Estados Unidos nos últimos 20 anos, incluindo um em agosto, que matou duas crianças durante a missa na Igreja da Anunciação, em Minneapolis.
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