Supremo suspende bloqueio ao plano republicano de redistribuição eleitoral no Texas

Novembro 22, 2025 - 10:00
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Supremo suspende bloqueio ao plano republicano de redistribuição eleitoral no Texas

A decisão do tribunal federal em El Paso tinha concluído que o novo mapa eleitoral favorecia deliberadamente os eleitores brancos e diluía o poder político das comunidades negras e hispânicas.

 

A decisão tinha sido tomada por 2 votos a favor e 1 contra, e respondeu a processos interpostos por grupos de direitos civis, que contestaram o plano em nome dos eleitores minoritários.

O mapa, elaborado durante o verão de 2025, visava conceder aos republicanos cinco assentos adicionais na Câmara dos Representantes e desta forma manterem a escassa maioria no Congresso. A decisão dos juízes federais de El Paso obrigaria o Texas a usar o mapa aprovado pela legislatura estadual em 2021, com base no censo de 2020, caso fosse confirmada.

O Governo do estado do Texas reagiu e solicitou ao mais alto tribunal dos Estados Unidos, de maioria conservadora, que lhe permitisse usar o novo mapa eleitoral, o que, poucas horas depois, levou ao congelamento temporário da decisão tomada na terça-feira pelo tribunal de El Paso.

Conhecida como "suspensão administrativa", a ordem foi concedida pelo juiz Samuel Alito, do Supremo, que solicitou aos opositores que apresentassem uma resposta ao pedido do Texas até segunda-feira à tarde.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos, cuja maioria é conservadora, bloqueou decisões semelhantes de tribunais de primeira instância nos estados do Alabama e Louisiana, ocorridas perto das eleições, alegando que poderiam gerar confusão entre os eleitores e as autoridades eleitorais.

Neste caso, a intervenção do Supremo ocorreu poucas horas depois de o Texas ter solicitado a intervenção devido à proximidade das eleições primárias para o Congresso em março de 2026.

O Texas não é o único estado em disputa: mapas eleitorais redesenhados na Califórnia, Missouri e Carolina do Norte também enfrentam contestação judicial, enquanto o Supremo Tribunal avalia separadamente um caso na Louisiana que poderia limitar o uso da raça como critério na redistribuição de distritos, de acordo com a Lei do Direito ao Voto.

 

APL // APL

Lusa/Fim

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