Suárez é Maxi e Sporting é do Catamo. Leão destravado volta às goleadas
Um, dois, três... Quatro, cinco, seis. O Sporting goleou o AVS por 6-0, este sábado, no Estádio José Alvalade, reaproximando-se à condição do líder e rival FC Porto, à boleia dos bis de Luis Suárez, Maxi Araújo e Geny Catamo.
Num jogo de 'vira aos três, acaba aos seis', pode-se dizer que a primeira meia hora decorreu em temperaturas bem mornas - apenas com nota para um penálti para os leões revertido após um alerta do VAR -, até que as coisas aqueceram a partir do quarto de hora que antecedeu o intervalo.
Luis Suárez (32') abriu o 'ketchup' dos golos no reino dos bicampeões nacionais e deu também início a cinco minutos diabólicos, uma vez que Maxi Araújo (35') e Geny Catamo (37') marcaram logo a seguir, tranquilizando o conjunto de Rui Borges e os sportinguistas.
As coisas não ficaram por aí. Maxi Araújo (47') chegou ao bis no arranque da segunda parte e, pouco depois, foi a vez de Luis Suárez (53') igualar o seu colega. Já em tempo de compensação, Geny Catamo (90+3') imitou os sul-americanos e fez o 6-0 final.
Os bicampeões nacionais - de olho no tri - reagiram, assim, da melhor maneira ao duplo deslize, diante de Benfica (1-1) e Bayern Munique (3-1), somando agora 35 pontos, a dois do FC Porto e com mais seis do que o Benfica - ambos os rivais ainda vão a jogo na 14.ª jornada.
Vamos então às notas da partida:
Figura
Podia ser qualquer um dos três jogadores que bisaram, mas a arte de Geny Catamo saltou à vista em toda a linha, bem para além do facto de ter apontado os terceiro e sexto golos em Alvalade. De partida para o Campeonato Africano das Nações (CAN), o internacional moçambicano trocou as voltas aos seus adversários por inúmeras ocasiões e destacou-se, sobretudo, no capítulo do passe.
Surpresa
Maxi Araújo jogou numa zona mais adianta do terreno, em função da colocação de Ricardo Mangas na ala esquerda, acabando por surpreender a equipa do AVS, nomeadamente no que toca à forma como foi aparecendo subtilmente na grande área. Os dois golos apontados acabam por ser prova disso, até pela falta de marcação ao internacional uruguaio na hora de rematar.
Desilusão
Rúben Semedo não teve uma noite feliz em Alvalade. Vaiado pelos adeptos do antigo clube, o internacional português acumulou vários erros na linha defensiva do AVS e, para piorar, perdeu praticamente todos os duelos com jogadores do Sporting. A única nota positiva foi um corte decisivo que fez na segunda parte, adiando apenas o inevitável, uma vez que dali sairia o pontapé de canto que originou o 5-0.
Treinadores
Rui Borges operou uma espécie de revolução no onze inicial, com seis alterações por comparação ao jogo na Liga dos Campeões, destacando-se a entrada de Ricardo Mangas e a saída do capitão (e adoentado) Morten Hjulmand. A má entrada em jogo foi rapidamente compensada pelo efeito 'ketchup' e, pelo meio, o técnico leonino ainda soube como gerir o desgaste das suas peças em campo, dadas as substituições que efetuou.
João Pedro Sousa tem um grande problema em mãos e, numa altura em que já anseia pelo mercado de janeiro, não hesitou em apontar as fragilidades da sua equipa, à qual fez ligeiros ajustes comparativamente ao duelo anterior. Ainda assim, ficou percetível a incapacidade do AVS em aguentar as setas ofensivas do Sporting, nomeadamente após o primeiro golo sofrido. Quem saltou do banco pouco ou nada ajudou.
Árbitro
Iancu Vasilica arrancou a partida com um erro gritante, mas na verdade até foi o único, tendo acabado por ser salvo pelo VAR, quando o alertou para rever as imagens do lance madrugador entre Ricardo Mangas e Carlos Ponck na grande área. De resto, o árbitro de 40 anos revelou-se coerente na hora de apitar as faltas e de puxar dos cartões do bolso.
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