Starmer na 'corda bamba' após polémica que envolve Mandelson (e Epstein)
A mais recente divulgação dos ficheiros de Jeffrey Epstein está a fazer 'tremer' o governo britânico, podendo o primeiro-ministro, Keir Starmer, estar a enfrentar o momento mais perigoso do seu mandato.
A liderança de Keir Starmer tem estado sob forte pressão devido a mudanças políticas bruscas, aumentos do custo de vida e com a extrema-direita a ganhar força.
No entanto, as novas revelações que constam nos documentos de Jeffrey Epstein, que envolvem membros do seu governo, podem minar ainda mais a autoridade do primeiro-ministro, assim como levantar dúvidas quanto ao seu discernimento, de acordo com a NBC News.
Mas, porquê?
Primeiro... Peter Mandelson
Peter Mandelson está a ser alvo de uma investigação pelas autoridades devido à sua relação com Jeffrey Epstein, incluindo alegações de que partilhou informações confidenciais com o predador sexual enquanto era ministro do Estado há quase duas décadas.
Na semana passada, Keir Starmer afirmou que era do seu conhecimento a relação de Mandelson e Epstein quando decidiu nomear o primeiro como embaixador do Reino Unidos nos Estados Unidos em dezembro de 2024. Ainda assim, salientou que Peter Mandelson havia "mentido repetidamente" quanto à extensão do seu contacto com o magnata norte-americano.
Nessas declarações, o primeiro-ministro britânico dirigiu um pedido de desculpas às vítimas por "acreditar nas mentiras de Mandelson, notando que o ex-ministro havia "traído" o Reino Unido nas suas negociações com Jeffrey Epstein.
Depois... o chefe de gabinete de Starmer
Já no domingo, foi a vez de o chefe de gabinete e assessor de longa data de Keir Starmer, Morgan McSweeney, renunciar ao cargo, sublinhando que "a decisão de nomear Peter Mandelson foi errada".
"Aconselhei o primeiro-ministro a fazer essa nomeação e assumo total responsabilidade pelo conselho", disse, num comunicado, acrescentando que "Mandelson prejudicou o partido, o país e a própria confiança política".
Posteriormente, Starmer referiu que tinha uma "dívida de gratidão" para com Morgan McSweeney, agradecendo-lhe o seu trabalho no governo.
As buscas em casa de Mandelson
De notar que, na sexta-feira, a polícia realizou buscas nas duas residências de Peter Mandelson, que estavam "relacionadas com uma investigação em andamento sobre conduta imprópria em cargo público".
De acordo com o comunicado da Polícia Metropolitana, ninguém foi detido.
Controvérsia aumenta pressão sob Starmer
A controvérsia em torno de Mandelson tem vindo a crescer, assim como a pressão sobre o primeiro-ministro britânico, uma vez que a polémica acaba por descredibilizar o seu partido e ameaça destruir a sua promessa de um governo estável e livre de escândalos.
Vários analistas referem que, neste momento, Starmer está a lutar pelo seu futuro político.
"Parece mais um exemplo de falta de discernimento político e das más decisões de Starmer", disse o professor de Ciência Política da Universidade de Cardiff, Peter Dorey, notando que este é "o mais grave até agora"
Por sua vez, a líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, classificou a posição de Starmer como "insustentável", enquanto os liberais democratas centristas pediram uma moção de confiança para testar o apoio dos parlamentares trabalhistas a Keir Starmer, alguns dos quais já questionaram se ele poderá manter-se no cargo.
Houve, até, quem pedisse a demissão do primeiro-ministro britânico.
Note-se que Mandelson foi nomeado para a câmara alta do parlamento em 2008, mas suspendeu funções no final de janeiro de 2025, após a nomeação para embaixador britânico nos Estados Unidos, posição da qual foi demitido oito meses depois, em setembro, devido a revelações sobre as ligações a Epstein.
O antigo ministro e ex-comissário europeu (entre 2004 e 2008) também abandonou o Partido Trabalhista.
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