Sporting "pôs-se e jeito" antes do Clássico? As explicações de Rui Borges

Fevereiro 6, 2026 - 08:00
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Sporting "pôs-se e jeito" antes do Clássico? As explicações de Rui Borges

O Sporting carimbou, esta quinta-feira, o apuramento para as meias finais da Taça de Portugal, onde irá defrontar o FC Porto, graças ao triunfo conquistado sobre o AVS, no Estádio José Alvalade, por 3-2, já depois do prolongamento, numa partida na qual até chegou a estar a vencer por dois golos de diferença.

 

No entanto, duas grandes penalidades, convertidas por Pedro Lima e Nené, aos 64 e aos 90+2 minutos, acabaram por 'empurrar' o último jogo dos 'quartos' da prova-rainha do futebol nacional para o tempo extra, onde um (grande) golo de Geny Catamo acabou de fazer a diferença. Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Rui Borges procurou explicar o motivo de tamanha quebra de rendimento.

"Objetivo cumprido, é certo. Estávamos a fazer um jogo competente até ao 2-0. Depois do 2-0, entrámos ali, se calhar, num relaxamento coletivo, que levou a que o AVS, em dois lances fortuitos, acabasse por marcar dois golos e acreditar no resultado", começou por afirmar.

"Depois, nos últimos minutos, mais prolongamento, entrámos ali num stress mental em que falhámos muitos passes. Acabámos por nos pôr a jeito, mas também tivemos mérito porque acreditámos", acrescentou, perante os jornalistas.

Prolongamento "não será nem poderá servir de desculpa" para o Clássico

Haverá, assim, um Clássico nas meias finais da prova-rainha do futebol nacional. Mas, antes disso, haverá um outro, no Estádio do Dragão, pelas 20h45 (hora de Portugal Continental) da próxima segunda-feira, tendo o treinador leonino garantido que este esforço extra não terá qualquer tipo de impacto no que por lá acontecer.

"Vão estar mais cansados, nestes próximos dias, mas não será nem poderá servir de desculpa para aquilo que será a nossa exigência em relação ao Clássico. Temos de nos adaptar a isso. Chegarão na melhor forma. Acredito que é um jogo importante, mas não é um jogo decisivo, na minha opinião", apontou.

"Faremos tudo para ganhar o jogo. Não é um jogo decisivo. Para mim, não é, porque faltam muitos jogos. Já dei várias vezes o nosso exemplo da época passada. O futebol muda tudo muito rápido. As equipas estão cada vez mais competitivas, querem pontos, precisam deles e vão bater-se pelos pontos.  É um jogo importante, eu percebo, entre o primeiro e o segundo classificado, mas não é um jogo decisivo", completou.

"Nuno Santos não estava destinado a jogar tanto"

A terminar, Rui Borges não escondeu a satisfação para com o regresso de Nuno Santos, que entrou para o lugar de Francisco Trincão, à passagem dos 77 minutos, e acabou por alinhar durante perto de 45 minutos, mais de um ano depois da grave lesão que acabaria por mantê-lo arredado da competição, até agora.

"Feliz por ele voltar aos relvados depois de uma lesão grave. Vê-lo voltar é fantástico. Agora, foi uma paragem longa, está longe da sua melhor performance. Não estava destinado a jogar tanto, se calhar ele ficou feliz, porque jogou mais minutos, mas ainda está longe daquilo que é o Nuno que nós queremos, que ele quer ser e que ele é", referiu.

"Chegará lá, com toda a certeza. Agora há que ter alguma calma e paciência para entender isso. É um jogador que nos dá as duas soluções: tanto pode jogar a lateral como a médio. A sua inteligência, a sua capacidade técnica é acima da média e é mais um que vem acrescentar muita qualidade e competitividade", concluiu.

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