Spinumviva: Ventura desafia primeiro-ministro a esclarecer "questões"

Dezembro 18, 2025 - 02:00
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Spinumviva: Ventura desafia primeiro-ministro a esclarecer "questões"

"É importante perceber se há ou se continuam explicações por dar, não obstante, no entendimento do Ministério Público, não haver aqui alguma dimensão criminal que deva ser prosseguida", declarou André Ventura à chegada ao jantar do Grupo Parlamentar do Chega, na Assembleia da República.

 

O também candidato presidencial defendeu que "há várias questões que foram levantadas e que o primeiro-ministro ainda não deu esclarecimento".

"Não podemos desconsiderar, nem dizer que esta decisão do Ministério Público não tem nenhum impacto. Claro que tem impacto. Por outro lado, há questões que se levantaram durante os últimos meses e que são relevantes política, social e algumas até juridicamente de compreender como é que aconteceram ou não", insistiu.

André Ventura apontou como exemplo a questão de Luís Montenegro "estar a receber dinheiro enquanto é primeiro-ministro, em empresas, independente agora do tipo de empresas e da tipologia das empresas".

"O primeiro-ministro tem agora, se calhar, até mais espaço, uma vez que já não tem o condicionamento judicial - se isto acabar por aqui, não sabemos se vai acabar ou não -, para ele próprio dar as explicações que ainda não deu", sustentou.

"As questões que foram levantadas do ponto de vista político e que o primeiro-ministro também disse que não queria dar mais detalhes, porque estavam sob investigação, agora podem ser respondidas", completou.

A averiguação preventiva à Spinumviva, empresa da família do primeiro-ministro Luís Montenegro, foi arquivada na terça-feira, anunciou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Numa nota publicada no 'site' do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), o Ministério Público justifica o arquivamento com o facto de não ter existido "notícia da prática de ilícito criminal".

"Os políticos têm os mesmos direitos que todos os outros do ponto de vista judicial, têm direito à presunção de inocência, a um processo justo, etc., mas têm mais deveres do que os outros cidadãos. E o mais deveres é deveres de esclarecimento", reforçou.

Falando aos jornalistas já depois de Luís Montenegro se ter congratulado com o arquivamento da averiguação preventiva ao caso Spinumviva, Ventura disse compreender que o primeiro-ministro celebre esta decisão.

No entanto, defendeu que é "importante dar a garantia ao país que não houve nenhum privilégio, nenhum benefício, por se tratar de um primeiro-ministro".

[Notícia atualizada às 22h39]

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