Sofreu "traição" de Luís Figo e não perdoa: "Se precisar do meu sangue…"
O Santiago Bernabéu será, este domingo, pelas 15h15 (hora de Portugal Continental), o palco do tão aguardado El Clásico da décima jornada de La Liga, que colocará, frente a frente, o líder, o Real Madrid (com 24 pontos conquistados em sete possíveis), e o segundo classificado, o Barcelona (com 22).
Neste momento, as relações entre os eternos rivais espanhóis estão estabilizadas. No entanto, no verão de 2000, esta sofreu uma quebra de tamanhas dimensões que continua a dar que falar, até aos dias de hoje, fruto da transferência de Luís Figo, que trocou os culés pelos merengues, a troco dos 60 milhões de euros que constavam na sua cláusula de rescisão.
Na altura, Joan Gaspart ocupava o cargo de presidente do conjunto catalão, e, numa extensa entrevista concedida à edição deste domingo do jornal espanhol As, confessou que ainda não conseguiu superar o sucedido: "A saída dele foi uma pancada emocional, sobretudo, pela forma como aconteceu".
"Para o Real Madrid, foram jogadores como [Bernd] Schuster e [Michael] Laudrup, e outros fizeram o caminho inverso, mas entendi isso como fazendo parte deste jogo. No entanto, a saída de Figo foi uma traição. Florentino [Pérez], que considero um dos melhores empresários do mundo, portou-se mal comigo", começou por afirmar.
"Atribuo 50% de culpas a cada um. O jogador colocou de lado todos os compromissos morais e pessoais que tinha firmado, pessoalmente. Magoou muito (...). Já passou algum tempo. Digo mais, se algum dia ele precisar do meu sangue, assegurou que lhe daria. Isso é claro. Desportivamente, provocou-nos uma grande encrenca. mas há que diferenciar as coisas", acrescentou.
Questionado quanto ao facto de o antigo internacional português ter sido recebido de forma hostil por parte dos adeptos, quando, no passado dia 1 de outubro, foi ao Estádio Olímpico Lluís Companys assistir à derrota blaugrana perante o Paris Saint-Germain, por 1-2, na qualidade de embaixador da UEFA, o ex-dirigente não se mostrou surpreendido.
"Os adeptos repreenderam-no, como é lógico. As pessoas têm memória. Não me encontrei com ele, mas não o teria cumprimentado, e tenho a certeza de que ele também não me teria cumprimentado. É algo de mútuo. Não há que odiar, mas também não podemos esquecer. Isto irá transcender várias gerações. Explico aos meus netos por que me cai mal, e eles entendem", rematou.
"Mbappé? Nós tivemos Messi. É parecido"
A terminar, Joan Gaspart apontou Kylian Mbappé como sendo um "magnífico jogador capaz de fazer coisas excecionais, que os outros não fazem", que, na sua opinião, mais potencial tem de 'fazer mossa', ao Barcelona: "Nós tivemos [Lionel] Messi. É algo de parecido, e sabemos aquilo que implica quando um jogador tão diferencial está do teu lado".
"Parece-me um jogador fabuloso, que está a salvar o Real Madrid, a cada jogo. Não sei se lhe deva chamar medo, mas Mbappé impõe muito respeito. Todos eles impõem, no geral, mas ele muito mais, de longe. O nosso treinador terá de encontrar maneira de travá-lo. O problema é que este rapaz sai da normalidade e tem recursos de sobra para inventar e romper esquemas", concluiu.
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