Sobe para 27 o n.º de mortos no naufrágio de rohingyas na Ásia
"Até ao momento foram identificadas 34 pessoas: 14 sobreviventes e 20 mortos. As nossas autoridades estão em contacto com as autoridades tailandesas, que confirmaram a descoberta de sete corpos nas suas águas", disse o ministro do Interior da Malásia, Saifuddin Nasution, numa conferência de imprensa em Langkawi, na fronteira com a Tailândia.
As autoridades indicaram anteriormente a morte de 21 pessoas neste naufrágio.
"Acredita-se que o incidente tenha ocorrido perto de Tarutao [uma ilha tailandesa a 10 quilómetros a norte da costa malaia de Langkawi], a cerca de quatro ou cinco milhas náuticas da nossa fronteira. As correntes marítimas levaram [as vítimas] para águas malaias", afirmou Nasution.
As buscas, que ocorrem já há vários dias, continuarão "pelo tempo que for necessário antes de ser tomada qualquer decisão para as terminar", referiu o ministro, acrescentando que está a decorrer uma investigação sobre o incidente.
"Estamos também a investigar se a chegada [dos migrantes] envolve atividades organizadas", disse o ministro malaio, antes de especificar que todos os corpos recuperados estão a ser submetidos a autópsias.
Cerca de 300 migrantes do estado de Rakhine, em Myanmar, dividiram-se em barcos mais pequenos para tentar chegar à Malásia sem serem detetados e pelo menos um dos barcos naufragou em 06 de novembro.
A ONU indicou num comunicado, na terça-feira, que "pelo menos um outro barco ainda estaria no mar, transportando outras 230 pessoas" e manifestou "uma extrema preocupação com a escala da potencial perda de vidas".
A maioria dos migrantes deverá pertencer à minoria muçulmana rohingya, perseguida em Myanmar, que não os reconhece como cidadãos. Centenas de milhares fugiram de Myanmar após uma campanha militar em 2017 que as Nações Unidas estão a investigar como um possível genocídio.
Segundo a ONU, só este ano, mais de 5.300 rohingyas embarcaram em perigosas viagens marítimas a partir do Bangladesh - onde vivem em campos de refugiados insalubres, como em Cox's Bazar - e de Myanmar, e mais de 600 foram dados como desaparecidos ou mortos.
Veja as imagens na galeria acima.
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