Sete agentes feridos na Turquia após (mais uma) operação contra o Daesh
Sete agentes da polícia turca ficaram feridos no domingo, na sequência de um tiroteio na cidade de Yalova. A operação decorreu numa residência que teria no seu interior membros que pertenciam, alegadamente, ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).
De acordo com o que avança a emissora turca TRT Haber esta segunda-feira, os ferimentos dos sete agentes foram considerados ligeiros.
Não há ainda informações acerca de eventuais detenções ou feridos que não sejam os agentes.
Para além dos polícias de Yalova, que fica a cerca de 93 quilómetros a sul de Istambul, estiveram também presentes na operação membros das forças especiais de Bursa, outra cidade turca. Estes agentes ficaram responsáveis por garantir as medidas de segurança nos arredores desta casa.
Para além do corte da circulação de trânsito nos arredores, as aulas foram também suspensas em cinco escolas próximas da residência em causa, por forma a prevenir quaisquer riscos que pudessem envolver outras pessoas e, em particular, a comunidade escolar.
Mais de 100 detidos e ataques planeados para a época festiva
Esta operação não é única, tendo em conta que, já na quinta-feira, as autoridade turcas fizeram operações em 124 locais, não especificados, tendo detido 115 suspeitos.
De acordo com um comunicado do gabinete da Procuradoria-Geral da Turquia, a ordem de detenção foi emitida após dados dos serviços de informações indicando que "a organização terrorista Estado Islâmico estava a planear ataques durante as celebrações de Natal e Ano Novo".
Detenções semelhantes são realizadas regularmente no fim do ano, antes das tradicionais celebrações.
Um dos suspeitos com ligações ao grupo que foi detido foi identificado como Ibrahim Burtakucin e a detenção decorreu em Matalia, no leste do país. Burtakucin tentava viajar para o estrangeiro para se juntar ao grupo terrorista.
As autoridades suspeitam que estivesse em contacto com apoiantes do Daesh na Turquia e no estrangeiro, embora não tenham sido divulgados quaisquer detalhes sobre os seus planos. Foram apreendidos dispositivos digitais, assim como publicações do grupo terrorista foram obtidas pela polícia.
A Turquia, que partilha uma fronteira de 900 quilómetros com a Síria, teme a infiltração do grupo terrorista islâmico, que se mantém ativo no país vizinho.
Os serviços de informações turcos anunciaram na semana passada a detenção, entre o Afeganistão e o Paquistão, de um alegado líder do EI, que estaria a planear ataques na região e na Europa.
Na altura da detenção, o suspeito, Mehmet Gören, que entretanto foi levado para a Turquia, foi acusado pelos serviços de informação turcos de "planear ataques suicidas contra civis no Afeganistão, Paquistão, Turquia e Europa".
Vários países, incluindo França, registaram uma ameaça terrorista particularmente elevada no final deste ano.
Um dos ataques mais sangrentos do EI na Turquia ocorreu no dia 1 de janeiro de 2017, na discoteca Reina, em Istambul, onde dezenas de pessoas celebravam o Ano Novo. O atentado fez quase 40 mortos e 80 feridos.
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