Seguro não comenta discurso de Natal de Montenegro (e fala da Saúde)

Dezembro 26, 2025 - 20:00
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Seguro não comenta discurso de Natal de Montenegro (e fala da Saúde)

O candidato presidencial António José Seguro escusou-se a comentar a mensagem de Natal do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que foi transmitida na quinta-feira, no dia de Natal. 

 

"Um Presidente da República e um candidato a Presidente da República não comenta aquilo que são as intervenções do primeiro-ministro e o discurso de Natal do primeiro-ministro, até para evitar erros do passado", referiu, em declarações aos jornalistas, esta sexta-feira, na Moita.

António José Seguro salientou, no entanto, haver uma outra coisa sobre a qual quer falar: "É da Saúde e desta situação inaceitável que espero que não se repita no próximo ano que é de urgências fechadas e dos portugueses que precisam de cuidados de saúde a tempo e horas e não os terem".

"É isso que desejo. Formulo esse voto de que no próximo Natal tenhamos uma saúde a tempo e horas para todos os portugueses", sublinhou, realçando que o tema da Saúde é um tema que o preocupa e que "a prioridades das minhas prioridades". 

E destacou: "Já disse que no meu primeiro ano de mandato - se for eleito Presidente da República - será essa a minha causa, mas com uma solução. A solução é convencer os partidos a darem o seu melhor, sentarem-se à volta de uma mesa para encontrarmos soluções duradouras para que os portugueses tenham acesso aos cuidados de saúde a tempo e horas".

Interrogado sobre o que entende por "mentalidade de Cristiano Ronaldo", o antigo secretário-geral do PS respondeu apenas que o importante é "valorizar o melhor que os portugueses têm".

O candidato enalteceu a "resiliência muito grande" dos portugueses, sobretudo "aqueles que estão mais longe do Estado", como os cidadãos que residem no interior do país, e disse que será "um Presidente que escuta, que estará próximo" através de "presidências abertas".

Seguro frisou ainda que a política "tem que encontrar soluções" para problemas como a saúde ou a crise na habitação "e não conversas", porque "conversas já basta".

Depois de hoje, em entrevista divulgada pelo semanário Expresso, ter afirmado que com Luís Marques Mendes (candidato apoiado por PSD e CDS-PP) na Presidência da República podia haver uma "tentação de poder absoluto", Seguro insistiu que é "o único candidato que está em condições de equilibrar o sistema, e este equilibrar o sistema é fundamental".

"Nós precisamos ter um presidente em que os portugueses se revejam, que seja um elemento agregador, um elemento de equilíbrio, nós precisamos ter estabilidade política e paz social, e é isso que eu trago com a minha candidatura", afirmou.

Sobre a sua visita ao Centro Paroquial de Ação Social da Moita, um dia depois das celebrações do Natal, Seguro disse estar ali para "expressar solidariedade e gratidão de quem cuida 24 horas por dia destes nossos idosos".

"Nós passámos o Natal em casa, mas houve muitos portugueses, muitos profissionais, que passaram o Natal fora de casa a cuidar dos outros, e num momento em que há tanta divisão, tanto extremismo, tanto ódio, é bom assinalar esta situação", enalteceu.

Durante a sua visita ao centro, Seguro esteve à conversa com vários idosos e encontrou uma apoiante do Barreiro que lhe deixou um incentivo: "Vamos ganhar!", disse.

Entre a comitiva de apoiantes, que incluiu o deputado do PS André Pinotes Batista, estava também um rapaz, chamado Francisco, que mesmo sem idade para votar esperava o candidato com um desenho onde se lia "Por um Portugal diferente, Seguro Presidente".

A mensagem de Natal de Montenegro: "Mentalidade de CR7"

Na segunda mensagem de Natal enquanto chefe do executivo PSD/CDS-PP, Luís Montenegro defendeu que Portugal vive um momento de viragem em que tem de trocar a "mentalidade do deixar andar" pela da superação, apontando CR7 como exemplo do espírito de afirmação pela excelência.

O primeiro-ministro manifestou também, na mensagem que dirigiu aos portugueses na noite de 25 de dezembro, a convicção de que não haverá eleições legislativas antecipadas até 2029 e apelou a que, até ao final da legislatura, todos se concentrem no interesse do país: "Não temos de estar todos de acordo, mas temos de compreender que não é a nossa posição individual o mais importante (...) Agora que vamos ter cerca de 3,5 anos sem eleições nacionais, é a altura de todos nos focarmos em cumprir a nossa responsabilidade e fazer tudo para garantir a Portugal e a cada português um futuro mais próspero", avisou.

E as reações?

As reações dos partidos à mensagem de Natal de Luís Montenegro não se fizeram esperar, com o Partido Socialista (PS) a considerar, pela voz de Inês de Medeiros, que o primeiro-ministro "decidiu ser uma espécie de mentor de autoajuda, com discursos motivacionais" e que não foi para isso que "foi eleito".

Por seu lado, PSD e CDS-PP saudaram a mensagem de Natal do primeiro-ministro, considerando que foi "de otimismo" e "confiança no futuro". Numa declaração na sede nacional do PSD, em Lisboa, Carlos Coelho considerou que Luís Montenegro fez uma "boa mensagem" de Natal, "com sensibilidade social, otimismo e inspiração no futuro".

Já para o Chega, "Portugal precisa de uma mudança profunda estrutural e, mesmo na sua mensagem natalícia, o primeiro-ministro parece estar longe de compreender estes desafios".

[Notícia atualizada às 18h35]

Da

Da "mentalidade CR7" à "autoajuda". A mensagem de Montenegro (e reações)

Na sua segunda mensagem de Natal como chefe do Executivo PSD/CDS-PP, Luís Montenegro defendeu que Portugal precisa de trocar a "mentalidade do deixar andar" pela da superação, usando Cristiano Ronaldo como exemplo de espírito de afirmação pela excelência. E os partidos, como reagiram?  Notícias ao Minuto com Lusa | 08:22 - 26/12/2025

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