Seguro "irritado" com situação da saúde. "Passa culpas é também problema"
"Infelizmente todos os dias acontecem casos destes que me deixam completamente irritado, para não utilizar outra palavra, indignado", respondeu o candidato presidencial apoiado pelo PS quando questionado sobre o caso de um homem, no Seixal, que morreu na terça-feira após quase três horas à espera pelo socorro do INEM.
Na opinião de Seguro, isto só demonstra "a urgência de haver um compromisso sólido em torno da saúde", sendo o pacto para que propôs nesta área a sua prioridade caso seja eleito Presidente da República nas eleições de 18 de janeiro.
"Outros preocupam-se a ver quem é que é a culpa. Esta coisa do passa culpas é também um problema. Eu quero é soluções. Nós temos que mudar a cultura política em Portugal", disse, questionado sobre de quem é a responsabilidade destes casos.
Para o candidato apoiado pelo PS, a dificuldade no acesso à saúde "é uma indignidade".
"E, portanto, irrita-me muito também que haja outros candidatos ou partidos que digam que não estão disponíveis para dar o seu contributo", criticou, sem concretizar os nomes.
Na perspetiva de Seguro "se os governos, por melhor que façam, não conseguem resolver os problemas da saúde e permitem situações infelizes como esta e tragédias como esta" a solução "é fazer um pacto em torno da saúde".
A sua proposta não é para "meia dúzia de palavras", mas sim para "uma solução duradoura, que tenha objetivos, que tenha metas, que tenha uma estratégia, que tenha orçamentos e que depois seja avaliada", insistiu.
O INEM abriu uma auditoria à chamada recebida na terça-feira de um utente do Seixal que morreu depois de ter estado três horas à espera de socorro, anunciou hoje o presidente do instituto.
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