Seguro avisa esquerda que tem de votar em si já na 1.ª volta
"Eu vou-lhe dizer uma coisa. Desta vez a segunda é à primeira volta", disse hoje António José Seguro a Albano Almeida, um eleitor de esquerda que interpelou o candidato apoiado pelo PS em Setúbal, no final de uma arruada ao final da tarde na qual marcaram presença o eurodeputado Bruno Gonçalves, a líder da JS e deputada, Sofia Pereira, e o deputado André Pinotes Batista.
O homem tinha afirmado que "pelo menos à segunda" lhe daria o seu voto, mas Seguro pediu-lhe que imaginasse "que no dia 18 à noite quem passa à segunda volta são dois candidatos que não estão bem identificados com a democracia, querem até destruí-la".
"Imagine, passam dois candidatos da direita, como é que o senhor vai dormir?", interpelou Seguro, com Albano Almeida a responder que "o submarino é capaz de ir ao fundo", numa referência ao candidato Henrique Gouveia e Melo, almirante na reserva.
Porém, para Seguro, "o problema são os outros 'submarinos'", defendendo que "a melhor maneira do senhor ter o voto no Seguro e poder depositá-lo na segunda volta é votar já na primeira".
"Olha, viste?", observou o homem, dizendo depois à Lusa que habitualmente vota à esquerda e até considera Seguro "um homem de esquerda", e questionado se iria mudar o seu sentido de voto, disse apenas: "É difícil. Burro velho não aprende línguas".
Já Seguro tinha começado a arruada de cerca de uma hora a apelar ao voto dos indecisos, afirmando que está "a continuar a dar razões" para que votem em si.
"O país num momento de incerteza precisa ter um presidente seguro, precisa ter um presidente confiável, que tenha experiência política e que venha para melhorar o que está bem, mas para mudar muito o que está mal a começar na saúde", sustentou.
Voltando a referir que rejeita entrar "na lama, num debate e num lamaçal absolutamente desprestigiante da vida publica" em Portugal, Seguro disse ter noção de que "os portugueses exigem um Presidente da República íntegro" e que respeite a Constituição.
O candidato apoiado pelo PS considerou ainda que "há o mito de que os jovens estão todos do lado da direita e isso não é verdade".
Para Seguro, os jovens que aparecem a apoiar a sua candidatura "percebem que há uma linguagem que corresponde a uma visão concreta para que eles tenham melhores oportunidades no nosso país".
"A ideia de que os jovens vivem alienados da vida do país, eu não estou de acordo. Os jovens querem soluções concretas, então é farto de conversa. Querem soluções concretas. E quando nós começamos a debater a vida deles, as expectativas e soluções concretas, eles alinham e isso é uma coisa fantástica", disse aos jornalistas.
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