Seguro apela a indecisos e opõe-se à privatização da Saúde e Seg. Social
"Por isso, aos indecisos, à minha esquerda, ao centro-esquerda, eu digo-lhes que concentrem aqui os votos, porque esta é a única candidatura que pode ir à segunda volta. O mesmo digo ao centro e ao centro-direita. Esta é a candidatura que pode equilibrar o sistema", apelou hoje num comício em Bragança.
Seguro dirigiu também o apelo aos que já decidiram votar na sua candidatura, alertando que "não são as sondagens que ganham", pois "ninguém ganhou uma eleição estando em primeiro lugar nas sondagens", numa altura em que o candidato apoiado pelo PS surge à frente na na sondagem diária (tracking poll) da TVI/CNN/TSF/JN.
"A verdadeira eleição é no domingo. E é no domingo que eu preciso do vosso voto. Para um Portugal mais próspero, mais moderno, mais equilibrado", vincou, fazendo um novo apelo ao "voto útil".
O ex-líder do PS defendeu ainda que nas presidenciais de domingo são "países que também estão em causa".
"É por isso que a Saúde não pode ser privatizada. É por isso que a Segurança Social não pode ser privatizada, por uma razão muito simples. É porque a Saúde e a Segurança social têm que ser universais e de acesso para todas e todos os portugueses, independentemente dos recursos que têm no banco ou dos recursos que têm no bolso", afirmou.
António José Seguro reiterou que quer "o presidente leal à Constituição da República Portuguesa" numa altura em que "muitos querem rever a Constituição".
"Eu olho para ela e não vejo necessidade de a rever para resolvermos os problemas urgentes do país. Nenhuma necessidade. Eu vejo é outra coisa. É necessidade de executar o que está na Constituição da República Portuguesa", assinalou.
Seguro disse ainda falar com "convicção" e afirma que não precisa "de atacar" os seus adversários, não entrando "no debate da lama e do insulto por uma razão muito simples".
"É que quem tem ideias e convicções não recorre ao insulto. E por outra razão, nós estamos fartos de insulto na sociedade portuguesa", advogou, estando farto de "divisões" e "ódio" que tenta "pôr portugueses contra portugueses".
Seguro destacou ainda o papel das mulheres na sociedade portuguesa e, em particular, na sua candidatura, ao recordar que as mandatárias distritais de Viana do Castelo, Vila Real e Bragança, onde terminou os dias de domingo e segunda-feira, eram todas mulheres (respetivamente Manuela Machado, Teresa Albuquerque e Isabel Ferreira), além da mandatária para a juventude Rita Saias ou a nacional, Maria do Carmo Fonseca.
"Passados 51 anos sobre a democracia no nosso país, nós ainda temos muita desigualdade. As mulheres não são tratadas com a dignidade que merecem, que a nossa Constituição obriga e que a nossa civilização exige. Nós ainda temos desigualdade salarial. Mulheres e homens desempenhando as mesmas funções, por ser mulher, recebe-se menos salário", recordou.
O candidato recordou ainda que a violência doméstica e a pobreza afetam mais as mulheres que os homens, e que há menos mulheres a liderar empresas.
Depois de ter referido a lei das quotas num almoço na quarta-feira, voltou hoje a apontar que "o objetivo era que, em 10 anos, em 20 anos, em 30 anos" fosse possível "acabar com essa lei e fosse natural, fosse consequência da vida da nossa organização pública e da nossa organização política esse equilíbrio"
"Mas passaram-se três décadas e infelizmente essa lei continua a vigorar" apontou.
Para Seguro, "não se conseguiu que essa lei produzisse os objetivos fundamentais, nem a nossa organização em sociedade, para garantir que mulheres tivessem a mesma representação e a mesma igualdade".
[Notícia atualizada às 00h05]
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