Rússia responde a dispensa de vistos pela China com isenção recíproca
"Naturalmente, responderemos à medida amigável (de Pequim). Faremos o mesmo", disse o líder do Kremlin, citado pela agência noticiosa TASS, durante uma reunião com um alto funcionário chinês na cidade russa de Vladivostok.
O Governo chinês anunciou na terça-feira a isenção por um ano de visto para os turistas russos que visitem a China, horas depois de um encontro na capital chinesa entre Putin e o Presidente chinês, Xi Jinping.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Guo Jiakun, especificou que os cidadãos russos "que de desloquem à China em negócios, turismo, visita a familiares ou amigos, intercâmbios ou estadias em trânsito até 30 dias poderão entrar sem visto".
A isenção de visto estará em vigor a partir de 15 de setembro deste ano e até 14 de setembro de 2026.
De acordo com a indústria turística russa, o fluxo de turistas chineses para o país poderá aumentar 25% com a entrada em vigor da isenção de vistos.
Atualmente, operam por semana cerca de 150 voos entre cidades russas e chinesas.
As relações diplomáticas e económicas entre os dois países têm vindo a estreitar-se rapidamente desde que a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, levou a que este país fosse alvo de sanções comerciais e de outro tipo por parte dos países ocidentais.
O petróleo e gás russos, que constituíam a principal exportação de Moscovo para a União Europeia, passaram nos últimos anos a ter como principal mercado a China, que compra estes bens energéticos a preço de desconto.
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