Rússia reage a "ataque terrorista" contra general. Putin "informado"
Um general das Forças Armadas da Federação Russa foi alvo de uma tentativa de homicídio, durante a manhã desta sexta-feira, num edifício residencial, em Moscovo. O Kremlin já reagiu, garantindo que os "serviços de segurança estão a cumprir os seus deveres" e que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, está a acompanhar o caso.
"Os serviços de segurança estão a cumprir o seu dever e os dados referentes à tentativa de homicídio do tenente-general do Ministério da Defesa russa, Vladimir Stepanovich Alekseyev, estão a ser passados ao presidente russo, Vladimir Putin", indicou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, aos jornalitas, citado pela agência de notícias TASS.
"Os serviços especiais estão atualmente a desempenhar as suas funções e, naturalmente, a prestar informações ao chefe de Estado", reiterou.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, considerou tratar-se de um ataque terrorista e acusou o "regime" do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Para Lavrov, o objetivo de Kyiv é "desestabilizar" o processo de negociação para um acordo de paz. No entanto, recusou dizer se o alegado ataque iria afetar as próximas negociações.
"Essa não é minha responsabilidade; cabe à liderança do nosso país decidir", disse, citado pela TASS.
Alekseyev, de 64 anos, destacou-se durante operações 'secretas' na Síria, onde a Rússia interveio militarmente em 2015 contra jihadistas e em apoio ao regime do deposto ditador Bashar al-Assad.
O militar, que foi "baleado várias vezes" por um suspeito ainda não identificado, é o 'braço direito' do general Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar russa (GRU), o qual liderou a delegação russa nas recentes negociações entre Moscovo e Kyiv em Abu Dhabi, realizadas com a presença de mediadores norte-americanos, para a resolução do conflito com a Ucrânia.
Quatro generais russos mortos desde o início da guerra na Ucrânia
Sublinhe-se que quatro generais russos foram assassinados desde 24 de fevereiro de 2022, data que marca o início da guerra na Ucrânia. O mais recente foi o chefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Fanil Sarvarov, que morreu no final de dezembro numa explosão de carro armadilhado, em Moscovo.
O caso mais mediático foi o do tenente-general Igor Kirilov, então responsável pela defesa radiológica, química e biológica, assassinado em dezembro de 2024 num ataque com explosivos à porta da sua casa.
Em abril de 2025, morreu também o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe de operações do Estado-Maior, num atentado com um engenho explosivo colocado num automóvel que as autoridades russas atribuem aos serviços de informação ucranianos.
Em novembro de 2024, o capitão Valery Trankovski, vice-comandante de uma brigada da Frota do Mar Negro, morreu na Crimeia após a explosão do seu carro em Sebastopol, num atentado reivindicado pelos serviços de informações ucranianos.
Noutro incidente, o major-general Yuri Afanasyevsky, antigo chefe da alfândega no Donbass, e o filho ficaram gravemente feridos quando um engenho explosivo oculto num telemóvel detonou na sua residência, ataque igualmente reivindicado por Kyiv.
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