Rússia reage a "ataque terrorista" contra general. Putin "informado"

Fevereiro 6, 2026 - 14:00
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Rússia reage a "ataque terrorista" contra general. Putin "informado"

Um general das Forças Armadas da Federação Russa foi alvo de uma tentativa de homicídio, durante a manhã desta sexta-feira, num edifício residencial, em Moscovo. O Kremlin já reagiu, garantindo que os "serviços de segurança estão a cumprir os seus deveres" e que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, está a acompanhar o caso.

 

"Os serviços de segurança estão a cumprir o seu dever e os dados referentes à tentativa de homicídio do tenente-general do Ministério da Defesa russa, Vladimir Stepanovich Alekseyev, estão a ser passados ao presidente russo, Vladimir Putin", indicou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, aos jornalitas, citado pela agência de notícias TASS

"Os serviços especiais estão atualmente a desempenhar as suas funções e, naturalmente, a prestar informações ao chefe de Estado", reiterou.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, considerou tratar-se de um ataque terrorista e acusou o "regime" do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Para Lavrov, o objetivo de Kyiv é "desestabilizar" o processo de negociação para um acordo de paz. No entanto, recusou dizer se o alegado ataque iria afetar as próximas negociações.

"Essa não é minha responsabilidade; cabe à liderança do nosso país decidir", disse, citado pela TASS.

Alekseyev, de 64 anos, destacou-se durante operações 'secretas' na Síria, onde a Rússia interveio militarmente em 2015 contra jihadistas e em apoio ao regime do deposto ditador Bashar al-Assad.

O militar, que foi "baleado várias vezes" por um suspeito ainda não identificado, é o 'braço direito' do general Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar russa (GRU), o qual liderou a delegação russa nas recentes negociações entre Moscovo e Kyiv em Abu Dhabi, realizadas com a presença de mediadores norte-americanos, para a resolução do conflito com a Ucrânia.

Quatro generais russos mortos desde o início da guerra na Ucrânia

Sublinhe-se que quatro generais russos foram assassinados desde 24 de fevereiro de 2022, data que marca o início da guerra na Ucrânia. O mais recente foi o chefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Fanil Sarvarov, que morreu no final de dezembro numa explosão de carro armadilhado, em Moscovo.

O caso mais mediático foi o do tenente-general Igor Kirilov, então responsável pela defesa radiológica, química e biológica, assassinado em dezembro de 2024 num ataque com explosivos à porta da sua casa.

Em abril de 2025, morreu também o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe de operações do Estado-Maior, num atentado com um engenho explosivo colocado num automóvel que as autoridades russas atribuem aos serviços de informação ucranianos.

Em novembro de 2024, o capitão Valery Trankovski, vice-comandante de uma brigada da Frota do Mar Negro, morreu na Crimeia após a explosão do seu carro em Sebastopol, num atentado reivindicado pelos serviços de informações ucranianos.

Noutro incidente, o major-general Yuri Afanasyevsky, antigo chefe da alfândega no Donbass, e o filho ficaram gravemente feridos quando um engenho explosivo oculto num telemóvel detonou na sua residência, ataque igualmente reivindicado por Kyiv.

General russo hospitalizado após ser

General russo hospitalizado após ser "baleado várias vezes" em Moscovo

Um general russo foi hospitalizado após ser "baleado várias vezes" numa tentativa de homicídio, em Moscovo. O crime ocorreu ao início da manhã desta sexta-feira num "edifício residencial", segundo o Comité de Investigação da Rússia. Márcia Guímaro Rodrigues | 08:50 - 06/02/2026

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