Rússia considera "insolente" proposta de criação de força multinacional

Dezembro 19, 2025 - 16:00
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Rússia considera "insolente" proposta de criação de força multinacional

"Não se trata tanto de segurança, mas sim de uma nova tentativa impudente, diria mesmo insolente, de controlo militar do território ucraniano, a fim de o transformar num trampolim para ameaçar a Rússia", afirmou Lavrov durante uma visita ao Cairo.

 

Na quinta-feira, o secretário-geral da Nato, Mark Rutte, delineou futuras garantias de segurança a três níveis, sendo o primeiro constituído pelas próprias forças armadas ucranianas.

Uma segunda camada de segurança seria a proteção conferida pela designada "coligação dos dispostos", liderada pela França e pelo Reino Unido, que poderá adotar a forma de uma força de paz.

Um terceiro nível implica os Estados Unidos, num formato que está a ser objeto de debate, segundo referiu.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recusou também na quinta-feira em Bruxelas renunciar à adesão do país à aliança atlântica, como exige a Rússia, um objetivo que está consagrado na Constituição da Ucrânia.

"Não vou mudar a minha Constituição - que é o que os ucranianos decidiram - só porque isso é o que a Rússia quer", afirmou no final de uma reunião com os líderes da União Europeia (UE).

Zelensky reconheceu que a atual administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, não apoia a entrada da Ucrânia na NATO, mas ressalvou tratar-se de algo circunstancial.

"A política dos Estados Unidos é que não nos vê na NATO, por agora. Mas tudo na política é por agora, a política muda e podem chegar à conclusão que a Ucrânia reforça a NATO", afirmou.

"Só os membros da NATO podem dizer quem querem lá", acrescentou.

A segurança da Ucrânia é uma das questões que representantes ucranianos e norte-americanos vão analisar a partir de hoje nos Estados Unidos, ao que se seguirá uma reunião entre delegações de Washington e de Moscovo.

As conversações realizam-se no âmbito das negociações sobre o plano do Presidente Donald Trump para tentar pôr termo à guerra que a Rússia iniciou com a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

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