Rui Borges: "Estou feliz e quero continuar a lutar pelos meus sonhos"
Rui Borges dedicou a vitória (4-1) do Sporting, em Guimarães, frente ao Vitória SC, a Ivan Fresneda, que não escondeu as lágrimas no banco de suplentes após ter sido substituído em tempo de compensação, por Matheus Reis.
No final do jogo, a justificação foi revelada pelo técnico leonino. "A vitória é dedicada ao Iván pela infelicidade dos últimos dias [morte do avô]. Quis ficar, ajudar, disse que precisava de estar aqui. Sentia-se feliz aqui e era aqui que conseguia dar a volta ao momento difícil", começou por dizer, seguindo a linha de pensamento de Francisco Trincão, eleito o Homem do Jogo.
A visita a Guimarães marcou um ano de Rui Borges no comando técnico leonino, tendo já conquistado dois troféus domésticos: a I Liga e a Taça de Portugal.
"É um ano especial. Há um ano estava aqui, não sabia que iria ser treinador do Sporting. Agora, passado um ano, acho que sou um treinador ainda mais feliz do que era. Era um treinador muito feliz no Vitória e vou sempre ter um carinho muito grande pelo Vitória, é um clube especial e a minha família também o sente. Volvido esse ano, este era o sonho de um treinador. Vim à procura do sonho, concretizei-o, ser campeão nacional no meu país. Estou feliz onde estou e quero continuar a lutar pelos meus sonhos. Ganhar troféus, entrar na história do Sporting, continuar na história do Sporting. Que seja um ano igual", desejou.
Por fim, o atual clima de arbitragem em Portugal voltou a ser tema de conversa. Rui Borges deixou um sério recado aos intervenientes do futebol.
"Não me vou alongar muito, só dizer que devíamos valorizar muito mais o nosso futebol. Treinadores, jogadores, a classe dos árbitros. E vocês também podem ajudar. Valorizar ainda mais. Se somos valorizados lá fora, não o podemos desvalorizar dentro. Merecemos ser valorizados também internamente e fazermos nós também, todos, os agentes ativos do futebol, que o futebol se torne mais valorizado", completou.
Recorde-se que Frederico Varandas deixou críticas aos rivais Benfica e FC Porto, que emitiram esta semana comunicados a contestar o facto de os leões serem "beneficiados" nos seus jogos.
"Durante décadas, a arbitragem não era independente, tinha um dono. FC Porto e Benfica. Décadas. Com nomes. Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira. Durante décadas... Crescemos assim. não admito é que me digam que a arbitragem está pior, que este ano está horrível e que antes era muito boa. Está pior em quê? A arbitragem, hoje, não tem dono. Não tem. E o que acontece? Se a arbitragem for assim, numa maratona de 34 jornadas, é normal que os erros humanos sejam proporcionais entre vários clubes. As pessoas não estão preparadas, inclusive parte da comunicação social, para ver erros a favor do Sporting", disse o líder máximo do emblema de Alvalade, reconhecendo que não existiu penálti sobre Morten Hjlumand no jogo com o Santa Clara, para os oitavos da Taça de Portugal:
"Há um toque na cara? Há. O VAR faz referência ao João Pinheiro a dizer que há penálti. E a seguir estiveram, de forma inexplicável, 13 ou 14 minutos a ver se há fora de jogo. Ok? Pronto. O presidente do Sporting considera que não há penálti e foi completamente incompreensível como ficam 12 minutos a tentar encontrar um fora de jogo."
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