"Ridicularizado por Carrick". Amorim ainda mexe no Manchester United

Janeiro 26, 2026 - 10:00
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"Ridicularizado por Carrick". Amorim ainda mexe no Manchester United

Três semanas depois de ter sido demitido do comando técnico do Manchester United, na sequência do empate a uma bola concedido na deslocação a Elland Road, perante o Leeds United (e da 'bombástica' conferência de imprensa que se seguiu), Ruben Amorim continua a ser tema de conversa, em Inglaterra.

 

Esta segunda-feira, o jornalista Alex Crooks faz uso do espaço de opinião que assina na rádio britânica talkSPORT para defender que "Michael Carrick ridicularizou Ruben Amorim", com o triunfo conquistado sobre o Arsenal, por 2-3, em pleno Emirates Stadium, reduto no qual nenhum treinador dos red devils vencia desde... José Mourinho, em 2017. Isto, depois de já ter levado de vencida o Manchester City, por 2-0.

"Michael Carrick só está no cargo há duas semanas, e já conseguiu superar taticamente o grande Pep Guardiola e acabar com o azar de nove anos da Premier League, no Emirates Stadium, mas talvez o seu feito mais impressionante tenha sido transformar Patrick Dorgu de uma figura de escárnio, mesmo entre os próprios adeptos, num marcador de golos espantosos em grandes jogos", escreveu.

"Apesar de já não ser um medir de forças entre dois rivais diretos na luta pelo título, derrotar o Arsenal na sua própria casa pela primeira vez desde que José Mourinho se sentou, no banco de suplentes, em 2017, ainda era algo de bradar aos céus para aqueles que acompanham a equipa. Os adeptos do Manchester United tiveram a sua quota parte de miséria, na metade vermelha de Londres, nos últimos anos, por isso, não é admirar que continuassem a cantar o nome do novo treinador, muito depois do apito final", prosseguiu.

"A maneira como Carrick encontrou maneira de retirar o melhor de um anteriormente trapalhão Dorgu é apenas um exemplo de como está a deixar o seu antecessor, Ruben Amorim, pelo caminho. Enquanto que Amorim criticou publicamente Dorgu, por não conseguir replicar a forma na Dinamarca com a camisola do Manchester United, para horror de quem lhe paga, Carrick ofereceu confiança ao seu jogo, para invocar golos tão fantásticos como aquele que testemunhámos", completou.

"A recusa de Amorim em utilizar Mainoo era , por si só, uma ofensa digna de demissão"

No entanto, Alex Crook não ficou por aqui: "Se mais provas faltassem sobre como a gestão de homens de Carrick está a ridicularizar Amorim, que ainda não comentou publicamente a sua saída, olhem para Kobbie Mainoo. A referência da famosa academia de formação do United, marcador do golo da vitória numa final da Taça de Inglaterra dominada por Manchester e parte da seleção de Inglaterra que chegou a uma final de Campeonato da Europa, não foi titular num único jogo da Premier League, esta temporada, sob as ordens de Amorim.

"A recusa de Amorim em utilizar Mainoo, porque não encaixava no sistema que, no final, se revelou a sua ruína, era, por si só, uma ofensa digna de demissão. Em dois jogos sob o leme de Carrick, Mainoo parece um jogador renascido, e ainda pode forçar a entrada na lista de convocados de Thomas Tuchel para o Campeonato do Mundo", refletiu.

"É claro que a maior vitória de Carrick, até ao momento, foi abandonar o fracassado sistema de 3x4x3 de Amorim, o que conduziu a cinco golos em dois jogos contra dois rivais históricos, os dois primeiros classificados da tabela. Ao passo que o futebol, sob as ordens do português, era, demasiadas vezes, trabalhado e letárgico, há uma nova estratégia nos red devils de Carrick, assim como uma clara ligação entre adeptos e jogadores", concluiu.

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