Ricardo Horta deixa recado a Martínez: "Com o momento que estou a viver…"
Ricardo Horta está a viver um bom momento no Sporting de Braga e já dá algumas 'dores de cabeça' a Roberto Martínez. O selecionador nacional estará, certamente, atento ao que o avançado de 31 anos tem vindo a fazer, incluindo mais um golo para a conta pessoal, este sábado, diante do Famalicão.
"Não penso muito nisso, tenho de fazer o meu trabalho. Sei que há escolhas a fazer, que são difíceis. Cabe-me dar dores de cabeça ao treinador, como diz o nosso míster", começou por dizer o capitão bracarense.
"Sei que com golos e assistências e com o momento que estou a viver, vou dar dores de cabeça. Acima disso, está ajudar o Braga em mais vitórias. Significa que as coisas me estão a correr bem", completou, deixando um 'recado' a Roberto Martínez.
O avançado do Sporting de Braga já leva 10 golos e cinco assistências em 24 jogos esta temporada, espalhando a sua influência no conjunto bracarense por todas as competições em que está envolvido.
A análise de Carlos Vicens ao encontro frente ao Famalicão
A vitória frente ao Famalicão foi mais uma prova de fogo para a caminhada do Sporting de Braga rumo a uma melhor classificação na I Liga, onde as coisas não começaram muito bem, mas estão a começar a 'endireitar'.
"Creio que a equipa foi crescendo no jogo, temos uma primeira parte em que obviamente havia alternativas para os dois lados, mas temos as ocasiões mais claras. Sofremos depois um golo que há que evitar, mas também mérito do Famalicão, que nos tentou magoar. Na segunda parte ajustámos algumas coisas no posicionamento dos jogadores, nos momentos e lugares em que aparecer e com que jogadores, isso deu-nos mais fluidez", começou por dizer Carlos Vicens após a partida.
"Encontrámos o segundo golo e podíamos ter encontrado o terceiro várias vezes. Tenho de rever o jogo, mas tenho a sensação de que podíamos ter fechado o jogo mais cedo. Quiçá confundimos um pouco como tínhamos de gerir estes últimos minutos, porque uma coisa é juntarmo-nos para defender, mas também não nos podemos esquecer de jogar e creio que nestes últimos minutos esquecemos um pouco de jogar", continuou.
"Quando não agarras a bola, pode haver centros, faltas, cantos… e ficas com a sensação de que pode acontecer algo. No cômputo geral, há que estar satisfeito com o esforço da equipa, mas não há que perder a fluidez como perdemos", acrescentou.
"Ajustámos os momentos em que tínhamos de aparecer com certos jogadores em certos lugares, por isso é que a nossa segunda parte foi mais fluida. [Pau Víctor a titular?] Queríamos ter um jogador mais por dentro, que os nossos jogadores de ataque se encontrassem mais facilmente para termos com isso mais fluidez e aparecer mais nas segundas linhas, que são mais difíceis de controlar para os adversários", acabou por justificar o ex-adjunto de Pep Guardiola.
Sobre o jogo que aí vem, frente ao Nice para a fase de liga única da Liga Europa, o treinador espanhol não escondeu que todos os cuidados são poucos, já que a tabela não reflete tudo sobre os franceses.
"Não há horizonte, há o jogo seguinte, que será mais um jogo importantíssimo em Nice, em que a equipa terá de estar bem outra vez, com um novo esforço para não olharmos para a classificação e para a pontuação do Nice. O Nice joga na liga francesa, uma das cinco grandes, tem um grande treinador, grandes jogadores, joga bem coletivamente, dificulta o jogo do adversário com a sua pressão e será preciso um esforço para recuperar deste jogo e preparar esse", concluiu.
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