Renúncia de Greene? "É uma ótima notícia para o país", considera Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou, na sexta-feira, o anúncio da congressista republicana Marjorie Taylor Greene, descrevendo-o como uma "ótima notícia".
"Acho que é uma ótima notícia para o país. É ótimo", disse, em declarações à ABC News por chamada telefónica.
Note-se que Marjorie Taylor Greene, uma antiga aliada de Trump, tem sido muito crítica quanto à gestão do caso de Jeffrey Epstein pelo presidente norte-americano, o que não deixou o republicano contente.
Donald Trump referiu ainda que Marjorie Taylor Greene não o avisou acerca da sua intenção de deixar o lugar na Câmara dos Representantes, tendo o anúncio sido feito através de uma publicação nas redes sociais da deputada. Notou ainda que não tinha quaisquer planos de falar com Greene.
Na semana passada, o republicano retirou o seu apoio a Green, tendo pedido, inclusive, que a congressista enfrentasse uma disputa nas primárias antes das eleições de meio de mandato em 2026.
A demissão de Greene
Marjorie Taylor Greene, antiga aliada de Donald Trump e figura da direita radical, anunciou na sexta-feira o abandono do lugar na Câmara dos Representantes, depois de ter criticado a gestão do caso Epstein pelo Presidente norte-americano.
"Vou demitir-me das minhas funções a 05 de janeiro de 2026", declarou a eleita da Geórgia num comunicado na rede social X, acrescentando que "defender as mulheres americanas que foram violadas aos 14 anos, vítimas de tráfico e exploradas por homens ricos e poderosos não deveria expor-me a ser chamada de traidora e ameaçada pelo presidente dos Estados Unidos, pelo qual lutei".
Num vídeo publicado na internet, Greene também afirmou, entre outras coisas, que "sempre foi desprezada em Washington e nunca se integrou".
My message to Georgia’s 14th district and America.
Thank you. pic.twitter.com/tSoHCeAjn1 — Marjorie Taylor Greene 🇺🇸 (@mtgreenee) November 22, 2025
Trump promulgou lei para divulgação de ficheiros do caso Epstein
De recordar ainda que, na terça-feira passada, a Câmara dos Representantes aprovou o projeto de lei que ordena ao Departamento de Justiça a divulgação de todos os ficheiros do caso de Jeffrey Epstein, que morreu em agosto de 2019. Houve 427 votos a favor e um representante votou contra.
No mesmo dia, o Senado também aprovou por unanimidade este projeto de lei, uma vez que nenhum senador se opôs depois de o líder da minoria, o democrata Chuck Schumer, ter pedido a sua aprovação.
"O meu pedido de unanimidade garante que o Senado aprovará imediatamente a Lei da Transparência dos ficheiros de Epstein, sem qualquer ação adicional assim que for enviado pela Câmara [dos Representantes]. Vamos aprovar o projeto de lei sem alterações, sem demoras", disse.
Posto isto, o projeto de lei seguiu para o presidente norte-americana que, na quinta-feira, promulgou a lei do Congresso que obriga assim a sua Administração a tornar públicos todos os documentos na posse das autoridades no caso Epstein, mas extensão das revelações não é ainda clara.
"Acabei de assinar a lei para tornar público o caso Epstein!", escreveu numa longa mensagem na rede social Truth Social, que lhe pertence, acusando mais uma vez os opositores democratas de terem escondido a verdade.
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