Regresso 'agridoce' de Mourinho ao Chelsea acaba com 'empanada' de Ríos
A partida entre Chelsea e Benfica terminou com um único golo a fazer a diferença entre as duas equipas e até foi marcado por Richard Ríos, mas na baliza errada. Este lance 'manchou' o regresso de José Mourinho a Stamford Bridge, apesar da boa exibição dos encarnados.
A equipa do Benfica voltou a apresentar um sistema em 4x3x3, com Enzo Barrenechea a regressar e demonstrar que é uma peça importante para a manobra de transição entre a defesa e o ataque e ainda na coesão defensiva das águias, principalmente no que diz respeito a contra-ataques dos adversários.
O domínio do Chelsea foi notório durante quase toda a partida, ainda que os minutos finais do encontro tenham sido controlados pelo Benfica, que procurava o golo que desse o empate.
A vitória acaba por se justificar, mas não era um choque se o conjunto de José Mourinho tivesse levado um ponto de Londres, dada a qualidade apresentada no jogo.
Esta foi, no entanto, a segunda derrota em dois jogos para o Benfica, ambos perdidos pela margem mínima, antes de rumar ao Estádio do Dragão para defrontar um FC Porto que está numa das melhores fases desta década, só conhecendo o sabor da vitória em todos os jogos que disputou.
Mas vamos, então, às notas da partida:
Figura
Moisés Caicedo foi um autêntico poço sem fundo de energia e uma das peças mais importantes para que o Chelsea vencesse o jogo contra este Benfica, conseguindo várias recuperações de bola em zonas sensíveis e a ser o motor do meio-campo ao lado do antigo jogador das águias Enzo Fernández.
Surpresa
Se Dodi Lukebakio tinha impressionado pela sua rapidez e toque de bola frente ao Gil Vicente, neste encontro frente ao Chelsea continuou a deliciar os adeptos nas bancadas visitantes ao ser um dos mais perigosos dos escolhidos por José Mourinho para atuar de início. No entanto, ainda falta alguma 'gasolina' no tanque do belga, dado que depois do minuto 70 foi evidente a dificuldade em ser diferenciador no encontro e da incapacidade de pensar quando está cansado.
Desilusão
Não só pelo golo marcado na própria baliza, mas tabém por aquilo que (não) foi no processo ofensivo do Benfica na noite de Champions em Londres. Richard Ríos continua a não ser consensual entre os adeptos, mas tem agradado os treinadores, apesar do fraco impacto dentro das quatro linhas. Ainda que não tenha sido o seu pior jogo de águia ao peito, acaba por pecar por escassas as boas exibições de vermelho e branco.
Treinadores
Enzo Maresca
Não foi bonito, mas foi o suficiente para levar de vencida a equipa do Benfica numa fase crucial para o Chelsea, que apenas tinha ganho uma vez nos últimos cinco jogos, mas para a Taça da Liga inglesa, frente ao Lincoln City. Os problemas físicos do plantel não favorecem a posição do treinador dos blues, mas o triunfo surge na melhor altura posição para o italiano.
José Mourinho
Tal como disse na flash interview "uma derrota é sempre uma derrota", mas acabou por ser uma imagem diferente do que se tinha visto até agora do 'novo' Benfica, mesmo a tempo de ganhar o apoio dos adeptos para o jogo frente ao FC Porto, numa deslocação sempre complicada ao Estádio do Dragão, com uma equipa azul e branca a atravessar um dos melhores momentos dos últimos anos.
Árbitro
Daniel Siebert foi justo durante a partida no que a critérios disciplinares diz respeito, embora talvez seja necessário dar alguma razão a José Mourinho, que admite que talvez o segundo amarelo de João Pedro devesse ter chegado depois do lance com Otamendi, em que há uma carga clara sobre o capitão do Benfica, colocando a integridade física do argentino em algum risco.
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